Rádio JazzMan!
Clique > para ouvir!

7 de Julho de 2009

Anima Mundi 2009 reflete o bom momento do mercado de animação nacional

Um dos três maiores eventos do setor no mundo, festival reúne 400 filmes, forum de debates, convidados internacionais, oficinas e workshop no Rio e em São Paulo


Editais, linhas especiais de financiamento, acordos e parcerias internacionais dão o tom do atual momento da animação brasileira. Nunca se produziu tanto por aqui e a proeza em muito se deve ao Anima Mundi, hoje um dos três maiores eventos do setor no mundo. Criado em 1993 por Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, o festival se tornou responsável por popularizar e incentivar o cinema de animação no Brasil, com fóruns de debates, encontros, palestras, oficinas e a aguardada mostra de filmes, com um panorama da produção mundial. A manutenção do festival por tanto tempo é possível graças ao patrocínio da Petrobras, que há 12 anos é parceira do evento.


A 17ª edição do Anima Mundi acontece entre 10 e 19 de julho no Rio de Janeiro (Centro Cultural Banco do Brasil, Casa França Brasil, Odeon BR, Oi Futuro e Estação Botafogo) e em São Paulo, de 22 a 26 de julho, no Memorial da América Latina. Ao todo, foram selecionados 401 filmes de 40 países, que se dividirão em quatro mostras competitivas (de longas-metragens, curtas, Infantil e Portfólio) e quatro não-competitivas (Animação em Curso, Futuro Animador e Panorama de curta e longa).


O festival comemora ainda os dez anos do concurso Anima Mundi Web, com animações feitas exclusivamente para a internet, e o pioneiro Anima Mundi Celular, que completa cinco anos, e pelo segundo ano conta com o patrocínio da Oi.


Para a edição 2009, o Anima Mundi recebeu quase 1300 inscrições de curtas-metragens de animação enviados de todas as partes do mundo. Depois do Brasil – que comparece com 66 filmesFrança (56), Reino Unido (47), Estados Unidos (46) e Alemanha (24) foram os campeões de seleção, que ainda conta com filmes vindos de lugares como Ucrânia, Taiwan, República Tcheca, Moçambique, Letônia, Eslováquia e Croácia.


Fora das salas de cinema, as tradicionais oficinas (de técnicas como pixilation, massinha, areia, desenho) continuam a divertir crianças e adultos, travando o primeiro contato com a animação entre a maioria dos participantes. Os encontros do Papo Animado também prometem repetir o sucesso de anos anteriores com três convidados especiais: o estoniano Priit Pärn, o francês Michel Ocelot e o animador/pesquisador americano Amid Amidi.


Um encontro com animadores do estúdio Laika revelará os detalhes de produção do longa ‘Coraline’, exibido com sucesso nos cinemas no início deste ano. Responsável pelo workshop deste ano, Mike Cachuela participará da apresentação, que contará ainda com os bonecos usados na produção e um making of inédito.



Anima Forum reflete sobre o conteúdo de séries de TV


Desde a primeira edição, o Anima Mundi sempre foi o ponto de encontro entre animadores brasileiros. A própria Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), hoje muito atuante, teve seu embrião em uma das reuniões do evento. Se no início eram assembléias improvisadas, hoje o festival recebe a quarta edição do Anima Forum, que pela primeira vez acontece no Rio de Janeiro, entre 15 e 18 de julho no Teatro II do CCBB.


Com patrocínio do BNDES, o fórum contará com quatro mesas de debate, com profissionais vindos ao Brasil especialmente para a ocasião, como Linda Simensky, responsável pela estruturação dos canais Cartoon Network e Nickelodeon. Ela debaterá com Beth Carmona, ex-diretora da TV Cultura, TV Brasil e do Grupo Discovery da América Latina, sobre os temas da produção voltada para TV atualmente.


O Anima Forum ainda falará sobre o programa ProAnimação – uma espécie de ‘PAC’ do setor, lançado pelo Ministério da Cultura, com várias iniciativas de apoio à produção – e mostrará vários produtores e autores de séries brasileiras que já estão prontas ou em desenvolvimento. Além disso, uma parceria com o programa Brazilian TV Producers vai trazer executivos da TV canadense para conhecer e negociar a compra de produtos nacionais. Parte destas séries estará na sessão especial ‘O que vem para a TV’, em que serão exibidos os pilotos e primeiros episódios de séries em processo de criação por aqui.



Recorde de longas e homenagem a Anelio Latini


Prova de que não somente o mercado brasileiro está aquecido é o número de longas que o Anima Mundi recebe este ano. Depois de passar por edições recentes em que a mostra competitiva foi até suspensa, a atual edição terá a exibição inédita de nove filmes, um recorde na história do evento.


Entre eles, está o divertido ‘Immigrants’, do húngaro Gabor Csupo, produzido pelo estúdio que assinou as primeiras temporadas de ‘Os Simpsons’ e a série "Rugrats". Dois filmes que tematizam a Primeira e a Segunda Guerra também são destaques: ‘The Good Soldier Shweik’, de Roberto Crombie, e o chinês ‘Zhang Ga!’, de Sun Lijun, respectivamente.


A mitologia indiana é retratada em ‘Sita Sings the Blues’, da americana Nina Paley, e o irônico ‘$9,99’, da israelense Talia Rosenthal, conta, em stop motion, a história de um sujeito que pretende gastar menos de dez dólares para entender o sentido da vida. O novo longa infantil de Jacques Rémy, ‘Mia et le migon’ também está na programação.


Já o representante brasileiro, ‘Aventuras de Gui e Estopa’, da paulistana Mariana Caltabiano, será exibido fora de competição.


O festival fará ainda uma homenagem a Anelio Latini, autor do primeiro longa de animação brasileiro, ‘Sinfonia Amazônica’ (1952), com seu irmão Mario Latini. O longa inclui um curioso "making of" de apresentação narrado por Almirante, um dos pioneiros do rádio brasileiro. A sessão festiva, apresentada por Marcia Latini, filha de Mario e sobrinha de Anelio, será complementada por um curta-metragem inédito, feito pelos irmãos quando Anelio tinha apenas 13 anos de idade: ‘Os azares de Lulu’.



Visitas animadas: Michel Ocelot, Mike Cachuela, Priit Pärn e Amid Amidi


No embalo das comemorações do Ano da França no Brasil, o Anima Mundi receberá a visita do francês Michel Ocelot (‘Azur e Asmar’, ‘Kirikou e a Feiticeira’) para um Papo Animado. Considerado um mestre no cinema de animação infantil, ele terá parte de sua premiada produção de curtas exibida na sessão. Assim como na edição passada, todos os filmes infantis foram dublados especialmente para o Anima Mundi.


Outro que terá sua obra lembrada em um encontro com o público é Priit Pärn, animador estoniano que vem mostrar, entre outras coisas, porque seu país se tornou em um pólo de expressiva produção na área. Pärn é conhecido pelo estilo surrealista – cujo traço inspirou uma série de artistas contemporâneos – e pelo humor ácido de filmes como ‘Hotel E’.


Dos Estados Unidos, vem Amid Amidi, animador e pesquisador, dono de um dos blogs mais completos e acessados sobre animação em todo o mundo (www.cartoonmodern.blogsome.com). Seu Papo Animado será baseado no livro ‘Cartoon Modern: Style and Design in Fifties Animation’, em que documenta a produção do estúdio UPA (United Productions of America) na década de 50, antes de influenciar muito da produção que viria a seguir. Amidi é ainda autor de outros dois celebrados livros: ‘The Art of Robots for 20th Century Fox’ e ‘Inside UPA’.


Completa a escalação o também americano Mike Cachuela, artista convidado para ministrar o workshop desta edição. Responsável por desenvolver visualmente a história de filmes como ‘Ratatouille’, ‘Os Incríveis’, ‘Toy Story’, ‘Coraline’ e trabalhar com diretores como Tim Burton, Cachuela dará um workshop intitulado ‘Making your film’.


(por Pedro Neves)


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

3 de Julho de 2009

Mia Couto – Homenageado no Brasil, afirma que reforma ortográfica não faz sentido

Antes da unificação da grafia da língua portuguesa nos países africanos que falam oficialmente o português, é preciso discutir questões do âmbito social e político, defende o escritor moçambicano Mia Couto para quem a reforma ortográfica não faz sentido.

"Eu não tenho uma posição militante em relação a isso, não dou essa importância. Reconheço que pode haver algumas razões para se fazer uma reforma ortográfica. Eu sou crítico ao discurso que foi feito para justificar o acordo para ficarmos mais próximos, para nos entendermos melhor, isso é mesmo mentira", disse.

Para Mia Couto, os falantes da língua portuguesa já se entendem, "é mentira que tenhamos nos afastado do ponto de vista cultural do conhecimento". E complementa que "nós já nos entendemos, eu sempre li brasileiros sem dificuldade nenhuma".

De acordo com o sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras que está no Rio de Janeiro para o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, o que afasta o mundo lusófono são as "opções políticas e estratégias que as elites desses países têm". Se estas questões não forem discutidas, segundo disse à Lusa o escritor moçambicano, "vamos criar um mal entendido pensando que automaticamente, por uma razão técnica, nós vamos chegar a uma maior proximidade".

Mia Couto diz sentir prazer em ler autores brasileiros com "elementos gráficos diferentes para que essa diversidade esteja presente". E refere não ter "medo de uma língua que tenha diversidades com a tradução de marcas culturais e geográficas, não temos que ter medo disso".

Ele afirma-se resistente ao Acordo Ortográfico que no Brasil vigora desde 1 de Janeiro deste ano. Para o escritor, os países pobres de língua portuguesa precisam "resolver uma série de outras coisas antes (da reforma) que não sei se estão a ser discutidas".

"Entendo que em Portugal este assunto foi tido com muito mais nervos e componentes psicológicos" e contrapôs que em Moçambique, um país com mais de 25 línguas africanas, o português é tido como segunda língua. "As pessoas lá são quase sempre multilíngues, pois falam duas ou três línguas africanas."

Com seu livro recém lançado no Brasil "Antes de nascer o mundo", cujo título em Portugal e em Moçambique é "Jesusalém", Mia Couto considera-se antes de tudo um poeta e diz que o que lhe fascina na prosa é o "poder fazer a criação poética, não só em cima da linguagem, mas em cima da narrativa".

"Para mim a poesia não é só um gênero literário, é uma maneira de eu ver o mundo, de eu sentir o mundo", salientou ao destacar que a literatura ainda pode causar encantamento e criar utopias.

"A literatura pode mostrar o gosto de se poder sonhar e se poder construir outros dias. Não é o escritor que desenha um caminho para a saída, mas ele mostra que há um prazer em encontrar um mundo para além desse", declarou.

Após 16 anos de guerra civil com um saldo de um milhão de mortos, Mia Couto se diz céptico, mas que a literatura pode ajudar a cicatrizar as feridas.

"Eu faço arte, literatura, e sou movido por este desejo de ter um compromisso ético de criar uma sociedade nova em Moçambique, um mundo mais justo com mais verdade", explicou.

Mia Couto é homenageado na abertura de Festival de Teatro no Brasil

O escritor moçambicano Mia Couto foi o homenageado no Festival de Teatro da Língua Portuguesa (Festlip) que decorre até dia 12, no Rio de Janeiro, e leva ao Brasil onze espectáculos teatrais de seis países lusófonos.

"Estamos a consolidar uma parte da cultura de nossa língua portuguesa. O Mia Couto é homenageado pelo que ele representa e pelo incentivo que dá aos grupos de teatro. É uma pessoa que o teatro de língua portuguesa tem se alimentado", afirmou na noite de abertura do festival a idealizadora do evento, a actriz e produtora Tânia Pires.

Esta segunda edição do festival que já integra o calendário cultural carioca reúne 80 profissionais de teatro de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

Cada país será representado por duas companhias, a excepção de Guiné-Bissau, que faz sua estreia no Festlip com montagem do Grupo do Teatro do Oprimido, criado no país pelo recém-falecido dramaturgo Augusto Boal.

Na programação, além da palestra de Mia Couto cujo tema será a "metamorfose da literatura para o teatro", será encenado pelo Grupo Tijac, de Moçambique, o espectáculo "Mar me Quer", baseado na obra de sua autoria.

Mia Couto disse ter tido dúvidas se aceitava o convite para o festival e afirmou ter pensado em declinar e dedicou a homenagem a todos os "heróis fazedores de teatro".

O escritor disse que na reprodução das suas obras literárias para o teatro e para o cinema, há uma "tentação de que aquilo que fizemos pelo menos não morra".

"Significa que há um diálogo entre linguagens diferentes. Transplantar significa exactamente semear no outro terreno e o que vai nascer será uma outra coisa, eu noto que meu trabalho serviu de inspiração, de ponto de partida", afirmou, ao referir que procura não ter a expectativa de que o que está a ser feito possa ser um "prolongamento" de sua obra.

Nascido em Beira, Moçambique, em 1955, Mia Couto é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras. Além de jornalista, ex-militante político e biólogo, Mia Couto é considerado um dos grandes escritores contemporâneos africanos de literatura de expressão portuguesa.

Entre seus prémios, o moçambicano foi distinguido pelo conjunto da sua obra com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e também recebeu o Prémio União Latina de Literaturas Românicas em 2007.

A expectativa para este ano é de que cerca de 18 mil pessoas circulem pelas eventos culturais e assistam aos espectáculos teatrais, todos com entrada franca.

O segundo Festlip conta com apoio das embaixadas de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal, Instituto Camões, Ministério da Cultura, Fundação Palmares e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

2 de Julho de 2009

Noite de benção e de música no Canecão

Tapete vermelho para as estrelas da música brasileira passarem. O Canecão recebeu nesta quarta-feira (01/07) grandes talentos como Maria Alcina, Milton Nascimento, Nelson Sargento e Ana Kruger, da banda gaúcha Delicatessen. No palco, a cerimônia foi comandada por Fernanda Montenegro, Marcello Antony e Aloisio de Abreu.

Patrocinado até o ano passado pela Tim, este ano o Prêmio da Música Brasileira contou com o apoio de vários músicos, artistas e fornecedores. A grande homenageada da edição 2009 foi Clara Nunes, que teve seus sucessos interpretados por Maria Bethânia, Mariana Aydar, Alcione e Arlindo Cruz, dentre outros (com participação mais que especial, é claro, da bateria da Portela).

Foi uma noite pra falar de, ouvir e sentir Clara Nunes e seus orixás... E também foi noite de reconhecimento pra talentos como a cantora Maria Alcina, que declarou: "eu sempre assisti pela TV, morria de vontade de vir - só pra assistir mesmo - e, logo na primeira vez consigo ganhar dois prêmios!". A benção, Clara guerreira!

Confira a lista dos vencedores da noite:

Pop/Rock
Melhor disco: Labiata, Lenine
Melhor cantor: Lenine
Melhor cantora: Paula Toller
Melhor grupo: Bangalafumenga

MPB
Melhor disco: Novas bossas, de Milton Nascimento e Jobim Trio
Melhor cantor: Milton Nascimento
Melhor cantora: Áurea Martins
Melhor grupo: Pedro Luís e a Parede

Eletrônico
Melhor disco: I real, DJ Dolores

Canção
Melhor canção: Uma prova de amor (de Nelson Rufino e Toninho Geraes), Zeca Pagodinho

Revelação
Artista: Zabé da Loca

DVD
Melhor lançamento: Prosqueestãoemcasa, Toni Platão

Língua Estrangeira
Melhor disco: My Baby Just Cares For Me, Delicatessen

Erudito
Melhor disco: Heitor Villa-Lobos n2,3, 10, 12, Orquestra Sinfônica de São Paulo

Infantil
Melhor disco: Carnaval Palavra Cantada, Sandra Peres e Paulo Tatit

Projeto Especial
Melhor disco: Omara Portuondo e Maria Bethânia, Omara Portuondo e Maria Bethânia

Samba
Melhor disco: Uma Prova de Amor, Zeca Pagodinho
Melhor cantor: Zeca Pagodinho
Melhor cantora: Leci Brandão
Melhor grupo: Fundo de quintal

Regional
Melhor disco: Francisco Forró y Frevo, Chico César
Melhor cantor: Chico César
Melhor cantora: Renata Rosa
Melhor grupo: Fim de feira
Melhor dupla: Chitãozinho & Xororó

Instrumental
Melhor disco: Passo de Anjo ao Vivo, Spok Frevo Orquestra
Melhor solista: Hamilton de Holanda
Melhor grupo: Spok Frevo Orquestra

Popular
Melhor disco: Confete e Serpentina, Maria Alcina
Melhor cantor: Zé Renato
Melhor cantora: Maria Alcina
Melhor grupo: Doces Cariocas
Melhor dupla: Zezé di Camargo & Luciano

Arranjador
E a Música de Tom Jobim, Jaques Morelenbaum

Projeto Visual
Francisco Forró y Frevo, Chico César


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

1 de Julho de 2009

20 anos do Prêmio da Música Brasileira: Salve Clara Nunes!

Música brasileira em festa hoje à noite no Canecão, Rio de Janeiro. Até o ano passado conhecido como Prêmio Tim de Música Brasileira, este ano a equipe não conta com patrocínio – intempéries da crise econômica – mas teve o grande apoio dos músicos e artistas envolvidos, assim como de fornecedores. Também, não é para menos: são 20 edições do Prêmio de Música! Não dava pra parar agora!

A equipe do JazzMan! estará presente na edição deste ano, que homenageará a grande Clara Nunes. Para ter uma idéia da emoção que tomará conta do Canecão, olha quem estará lá:

• Fabiana Cozza com quarteto de cordas de mulheres e um contrabaixo - cantando “Um Ser de Luz”

• Alcione cantando “Sem Companhia”

• Lenine e João Cavalcanti cantando “O Mar Serenou”

• Mariana Aydar e Leandro Sapucahy cantando “Portela na Avenida”

• Arlindo Cruz e Altay Veloso cantando “Mineira”

• Maria Bethânia cantando “Conto de Areia”

• João Bosco e Zélia Duncan cantando “Nação”

• Zeca Pagodinho cantando “Menino Deus”

Para ver a lista de indicados para o prêmio deste ano, clique aqui.


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

26 de Junho de 2009

QUANDO EU DANÇAVA...



Dizem uns infelizes por aí que é hipocrisia chorar pela morte do Cara.

Coitados. Ele não entenderam nada.

Eu tinha uns óculos paralelos aos joelhos e uma magreza de dar dó, e não sabia muito bem como combinar isso até que ouvi o Michael Jackson.
Era incrível a força daquela música que eu não entendia uma palavra, pois meu inglês ainda tava no girl, boy, cat e dog quando ele me abarrotou de frases inteirinhas que eu não tinha a menor idéia do que diziam. Mas quem queria saber?
Esse negócio de entender letra de música era coisa de adulto, e eu mal saíra do atirei o pau no gato - quer letra mais absurda que essa? -, cruazinha e com o ouvido virgem e puro prá escolher só o que eu gostasse de verdade.
Dele eu gostava!

Com ele eu dançava. (Graças à dança da vassoura, claro. Aquela em que a gente entregava a vassoura prá outra menina que já tinha seu parzinho no salão, enquanto ela ficava com a vassoura e escolhia outra dupla prá separar)

Tocava 'll be there', e eu bem lá - essa é minha tradução. No meio da festa, dançando à dois palmos do chão de tanto êxtase, até chegar a vassoura de novo.

Depois dominei o mundo fácil. Aprendi a andar prá trás e era a melhor da minha área. Nem precisava mais de vassoura. Nem precisava dançar coladinho. E hoje olhando prá trás esse domínio todo não era só meu, mas de todo mundo. Fantasia compartilhada por quem quisesse e tivesse sensibilidade. Todo mundo era meio Michael Jackson.

Lembro de dúzias de meninos com casacos vermelhos. Éramos reis. Éramos os tais. Éramos os caras.

Era um jeito meio Michael Jackson de ser, recusando-se inteiramente a entrar nesse mundo de abusos e dominações adultas.

Era só deixar a música entrar. The Music in Me. E cantar do jeito que a gente entendesse, do jeito que a gente soubesse, do jeito que a gente quisesse. E dançar no meio da rua, no meio de qualquer lugar. Já que o mundo era o palco.
Por isso que os infelizes não alcançam nossa dor. Eles nada têm a perder. Eles não sabem do medo da morte que temos. Medo dessa nossa parte boa, desse NOSSO Michael Jackson lá de dentro desaparecer e a gente nunca mais conseguir dançar de novo.

Eu sou a Soraya Magalhães e vim declarar meu amor.
http://pravariar2.blogspot.com/











RJ - Vem aí o CineCufa 2009!



Com o objetivo de democratizar a Sétima Arte, o CineCufa é um festival internacional de cinema que exibe somente produções criadas por moradores e legítimos representantes das favelas. Não apenas das favelas do Brasil, mas das favelas do mundo.

Realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro), entre os dias 30 de junho a 9 de julho de 2009, o festival realizará sua terceira edição.

Não foram só os facilitadores tecnológicos, como a câmeras digitais e de celulares, que impulsionaram os moradores das favelas a realizarem obras cinematográficas. Esta nova ordem estética e cultural nasce também da vontade e necessidade da periferia de ser protagonista de sua própria história e de expor seu ponto de vista, de retratar o mundo segundo sua própria ótica. O fator tecnológico, entretanto, foi a mola propulsora que alavancou mundo a fora cursos e oficinas de capacitação.

Desta renovação nasceu também o Núcleo de Audiovisual da Cufa, atuante como uma produtora de vídeo desde o ano 2000. Entretanto, além de produzir é preciso exibir. E por identificar esta lacuna no mercado de exibição a Cufa criou esta janela para difusão das mais diversas obras cinematográficas realizadas pela periferia.

Com isso pretendemos valorizar cada vez mais as produções dos cineastas de favela, bem como fomentar a construção de uma identidade que passe a atuar mais fortemente no mercado cinematográfico.

O CineCufa exibe obras com tema, gênero e duração livres, tendo como única prerrogativa para exibição da obra a atuação da favela como protagonista do projeto.

Como prova do crescimento do nosso festival, na 2ª edição, tivemos como novidade o prêmio “Governo do Rio – Na Tela da Favela”, que se dividiu em dois quesitos: “Voto Popular” e “Júri Especializado”. A premiação serviu como incentivo a novas produções destes realizadores, que ganharam legendagem de seus filmes e equipamentos.

Isto comprova que o CineCufa está no caminho certo, dando visibilidade aos talentosos cineastas de favela, cujas obras normalmente não têm acesso às salas de exibição.

É a favela mostrando ao mundo seu pensamento, seu talento!

É a favela escrevendo sua própria história.

Para ficar por dentro da programação, clique aqui.


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

23 de Junho de 2009

Mark Lambert no Armazém da Música Internacional (Niterói)


O Armazém da Música recebe nesta quinta-feira, 25 de junho, o guitarrista americano Mark Lambert e seu trio, formado por dois talentosos músicos: Guto Wirtti (baixo) e Joca Perpignan (percussão).

Mark vai apresentar Música Popular Americana misturando standards do jazz, de Cole Porter e George Gershwin ao Classic Rock. Isso tudo em músicas como I Feel Good, Blowin’ in the Wind, I Wanna Be Sedated, numa diferente roupagem de bossa nova, afoxé, baião, swing e samba.

Mark Lambert, guitarrista e cantor com larga vivência internacional

Além de guitarrista, Lambert é cantor e compositor de jazz contemporâneo e foi diretor musical de Astrud Gilberto, de quem produziu os dois últimos CDs, Temperance e Jungle. Hoje, Mark é guitarrista e arranjador da cantora cult alemã Ute Lemper, e já se apresentou até no Carnegie Hall, em Nova Iorque. Mark tem um CD próprio chamado More Than Friends.

O guitarrista também já fez importantes trabalhos com o grupo progressivo Renaissance e tocou com artistas como Bob James, New York Voices, Bebel Gilberto, David Benoit, Eliane Elias, Dave Douglas, Meatloaf, Bob Minzer, Mike Mainieri, Regina Carter, Bela Fleck, Rachelle Ferrell e Toninho Horta.

Guto Wirtt e Joca Perpignan, talentos sempre requisitados pelas grande estrelas da música

O contrabaixista gaúcho Guto Wirtti tem apenas 29 anos e já tocou com importantes artistas como Yamandu Costa, Arismar do Espírito Santo, Joel do Nascimento, Gabriel Grossi, Celso Fonsceca, Luis Melodia, Milton Nascimento, João Donato, Leo Gandelman e Celso Fonseca em shows na Espanha, Portugal, França, Itália, Holanda, Inglaterra e Bélgica.

Joca Perpignan é percussionista, cantor e compositor. Ele se dedica à bossa nova, ao chorinho e ao samba, sempre acrescentando suas influências jazzísticas, africanas e caribenhas. Joca já participou de importantes festivais de jazz, como o Red Sea Jazz Festival (Israel); St. Petersburg Jazz Festival, (Russia) e Lapataia Jazz Festival (Uruguai).

Formado na Berklee College of Music de Boston (EUA) e parceiro do consagrado sambista Delcio Carvalho, Joca também acompanhou renomados artistas brasileiros como Jussara Silveira, Moacyr Luz, Luiz Melodia, Beth Carvalho, Arnaldo Antunes, Jorge Aragão Áurea Martins, Rildo Hora, Célia Vaz, Denise Reis, grupo Garrafieira, grupo Estação Carioca, banda Vitória Régia e o DJ Marcelinho da Lua.

Serviço

O guitarrista americano Mark Lambert no Armazém da Música Internacional
Participação especial do contrabaixista Guto Wirtti e do percussionista Joca Perpignan

Local: Armazém da Música
Horário: 21h
Endereço: Praia de São Francisco Nº 6
Tels: 21 2714 5424 / 2704 9547
Couvert: R$ 18,00
Classificação Etária: Livre

Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

Marvio Ciribelli Trio: Um Piano ao Cair da Tarde no IBEU Copacabana

Foto: Franck Turkovics

Nesta quinta-feira, 25 de junho, às 18h30min, o pianista Marvio Ciribelli estará se apresentando com seu Trio no auditório do IBEU Copacabana. O show promete privilegiar arranjos feitos por Marvio, direcionados para o piano, em um repertório variado que vai do samba ao choro, passando pelo jazz e a MPB. A entrada é franca, com distribuição de senhas a partir das 17h30min na portaria do IBEU. O trio de Marvio Ciribelli contará também com Juliano Cândido (contrabaixo) e Amaro Jr (bateria).

Marvio Ciribelli desenvolveu seu jeito próprio e inconfundível de lidar com música. Tendo estudado com nomes como Luizinho Eça, Antonio Adolfo e Ian Guest, hoje Marvio toca samba, bossa, baião e choro com a liberdade de um jazzista. Com dez discos gravados, tem passagens internacionais significantes, como no Montreux Jazz Festival (Suiça). Marvio Ciribelli tem composições próprias lançadas na Alemanha, Inglaterra e Japão.

No repertório do show estarão as seguintes músicas: Retrato em Preto e Branco (Chico Buarque); Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth); O Morro não tem Vez (Tom Jobim / Vinicius de Moraes); Aquarela do Brasil (Ary Barroso); Bala com Bala (João Bosco / Aldir Blanc); Samba Partido (Marvio Ciribelli); Jaguar (Alex Malheiros / Sidinho Moreira / Marvio Ciribelli); O Corta Jaca (Chiquinha Gonzaga); Guantanamera (tradicional cubano).

Serviço:

Marvio Ciribelli Trio: Um Piano ao Cair da Tarde no IBEU Copacabana
Com Marvio Ciribelli (piano), Juliano Cândido (contrabaixo) e Amaro Jr (bateria)

Dia 25 de junho de 2009 (5ª feira)
Local: Centro Cultural IBEU
End. Av. N. Sra. de Copacabana, 690/11º andar
Hora: 18h30min
Capacidade: 110 lugares
Mais informações pelo tel: 21 3816-9432

Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

13 de Junho de 2009

Noite de amor retrô em Rio das Ostras

Ethan Iverson, do The Bad Plus, em apresentação debaixo de chuva no palco da Lagoa do Iriry
Foto: Cezar Fernandes

Por Fernanda Melonio
Direto de Rio das Ostras


O terceiro dia de festival coincidiu com o Dia dos Namorados e o clima tava bem propício pra romance: tava um friiiiiiiiiiio. Pra esquentar, nada melhor do que um bom vinho, muito jazz, blues e aquele abraço gostoso...

Mas como a gente tá aqui pra trabalhar e manter os leitores informados, vamos pular essa parte e chegar direto aos finalmentes: os shows. Vai dizer que você pensou besteira?


Lagoa do Iriry: The Bad Plus & Wendy Lewis

The Bad Plus é um trio de jazz de Minneapolis formado por Ethan Iverson (piano), Reid Anderson (baixo) e Dave King (bateria). Desde o início, o grupo tem trabalhado para criar identidade específica através da gravação de canções de artistas como The Pixies, David Bowie, Black Sabbath e Nirvana, que foram “BadPlusificadas”. Após o sucesso do álbum Prog (2007), o trio lançou seu primeiro trabalho com vocais (For All I Care), para o qual chamaram Wendy Lewis, cantora veterana da cena indie de Minneapolis, que também se apresentou com o trio no Rio das Ostras Jazz & Blues.

Nem a chuva forte da tarde conseguiu espantar o público. O palco da Lagoa do Iriry estava lotado e aqueles guarda-chuvas ambulantes (era só o que se via na platéia ao invés de cabeças) acompanhavam Wendy Lewis a plenos pulmões (e aplausos) enquanto ela cantava clássicos do rock como Lithium (Nirvana) e Confortably Numb (Pink Floyd). Os músicos voltam a se apresentar hoje, desta vez abrindo a última noite no palco da Cidade do Jazz & Blues, na Costazul.


Praia da Tartaruga: Jason Miles

Acompanhado do trompetista Michael ”Patches” Stewart e do DJ Logic, o tecladista Jason Miles fez um repeteco do show tributo ao trompetista Miles Davis apresentado ontem em Costazul. Assim como na noite anterior, a chuva castigou a platéia, mas não serviu para espantá-la.

Jason Miles tem sido uma figura muito respeitada na cena dos estúdios de Nova York desde os anos 80, como o primeiro programador e tecladista para artistas de alto nível, como Miles Davis, Luther Vandross, Marcus Miller, Whitney Houston, Chaka Khan, Diana Ross, Aretha Franklin, David Sanborn, e Michael Jackson. Dois CDs solos, World Tour (1994) e Mr. X (1995) marcaram o começo da história de Miles como um líder. No entanto, foi a colaboração de Miles com o selo Telarc Jazz, no fim dos anos 90, que causou seu estouro, como produtor, músico de palco e compositor Em 2000, o selo lançou o venerado The Music of Weather Report, um tributo ao inovador e influente grupo de fusion dos anos 70. Em 2001, Miles ganhou um Grammy por sua produção de A Love Affair: The Music of Ivan Lins. Com Marcus Miller Jason Miles fez o CD Miles to Miles: In the Spirit of Miles Davis. Esse CD é uma visão única para explorar qual direção a música de Miles Davis seguiria se ele ainda estivesse vivo.


Costazul, Cidade do Jazz & Blues

O show de abertura da noite foi do Rudder que, tal e qual em sua primeira apresentação na Praia da Tartaruga no dia anterior, abusou da experimentação, mostrando diversas possibilidades sonoras e conceituais para o jazz. A música é vigorosa e acessível, criando uma tomada completamente nova e original na apresentação da banda. Segundo a revista Downbeat, Rudder é a maior revelação de sua geração no cenário do jazz contemporâneo.

Logo depois, a chuva - que resolveu acompanhar o festival durante o dia inteiro - passou e entrou em cena o mestre blueseiro Coco Montoya, que enlouqueceu uma platéia surpreendente: foi o maior índice de tietagem presenciada até agora nesta edição do festival. E quem pensa que eram apenas pessoas mais velhas, havia até adolescente cantando sucessos dos Bluesbreakers junto com o guitarrista, berrando e pulando atrás das palhetas que ele jogou. Coco Montoya se apresentou com Brant Leeper (teclados), Nathan Brown (baixo) e Randy Hayes (bateria).

E quando se pensava que ninguém estaria à altura para encerrar esse show de tirar o fôlego, aparece a brasileira Big Time Orquestra para fazer o público dançar ao som de muito neoswing, estilo musical inspirado no som das big bands dos anos 30 e 40, com forte influência do rock and roll. No Rio das Ostras Jazz & Blues, a big band apresentou o repertório do CD/DVD Ao Vivo no Bourbon Street, um trabalho com a marca da irreverência e da diversão, com músicas autorais e versões para as músicas “Americano” (Brasileiro) e "Just a Gigolo” (Gigolô), além de releituras para sucessos de Ray Charles, Chuck Berry e clássicos do blues, entre outros mestres. As performances foram um show à parte e encantaram a platéia, fechando a noite dos namorados em clima de "amor retrô".


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

12 de Junho de 2009

Viva a pluralidade da música contemporânea em Rio das Ostras

Foto: Cezar Fernandes

Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)
direto de Rio das Ostras

O nome do festival todo mundo já sabe. Chama-se Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. De fato, é um festival de jazz e blues, mas a sua proposta é plural e as linguagens musicais que passam aqui são universais, para todos os gostos, conseguindo agradar desde aos mais puristas, àqueles espectadores mais abertos. Prova disso deu-se ontem (11), no segundo dia do festival, onde o público ouviu desde as raízes do blues americano, à música eletrônica, repleta de efeitos, batidas e distorções.

O segundo dia de apresentações começou no palco da lagoa do Iriri com o genial organista brasileiro Ari Borger, que fez um verdadeiro passeio pelas raízes da música americana, transitando nas vertentes mais clássicas, como o blues e o jazz e depois colocando o público para dançar com muito soul e funk, com direito aos grooves faiscantes de seus teclados e os solos arrebatadores de seus músicos, o que lhe rendeu uma ótima interação com o público e aplausos calorosos.

Horas depois, no palco montado na Praia da Tartaruga, o quarteto americano Rudder gerou as reações mais diversas - ou as mais adversas - no público que lotou o local. Quem esperava um show de Jazz, ficou um tanto espantado com um verdadeiro laboratório de experimentações lançado pelo quarteto, que executou de tudo um pouco. Fusion e smooth Jazz, com direito a muito rock/pop, eletrônico e as mais diversas distorções foram as facetas do quarteto. Houve um momento que o show mais parecia uma rave, com aquelas batidas programadas e repetitivas, gerando estranheza de alguns espectadores. No geral, o quarteto agradou e deixou sua marca com uma apresentação espontânea e expressiva.

Mais tarde, no palco montado na Cidade do Jazz, em Costa Azul, O gaitista brasileiro Jefferson Gonçalves fez uma apresentação memorável. Com técnicas apuradas e uma super banda, o gaitista fez uma verdadeira fusão entre o baião nordestino com o blues americano. O público aprovou o resultado dessa fusão, tanto que mesmo com a chuva forte, a maioria permaneceu no espaço para acompanhar Jefferson Gonçalves executar clássicos que iam desde Jackson do Pandeiro a Bob Dylan. A surpresa do show ficou por conta do baixista cearense Michael Pipoquinha, de apenas 13 anos, que Jefferson trouxe exclusivamente para esta apresentação. Apesar da idade, o garoto não se intimidou e deu conta do recado, mostrando que sabe tocar como gente grande, sendo ovacionado pelo público logo em seguida.

O segundo show da noite ficou por conta do grupo Pau Brasil, que é formado por Nelson Ayres (teclados), Paulo Bellinati (violão) Rodolfo Stroeter (baixo), Teco Cardoso (saxofone) e Ricardo Mosca (bateria). O grupo executou clássicos da música brasileira apoiando-se em diversas linguagens, onde mesclavam o jazz com elementos brasileiros, como o samba e o choro. O Jazz americano também teve espaço com o tema Birdland, sucesso do grupo americano Weather Report.

Fechando a noite, o tecladista Jason Miles mostrou porque era um dos nomes mais aguardados deste festival. Acompanhado do trompetista Michael ”Patches” Stewart e do DJ Logic, Miles fez um show tributo ao lendário trompetista Miles Davis e não decepcionou. Mesmo com a chuva que não parava de cair durante a apresentação, Jason Miles hipnotizou o público presente com sua performance frente aos teclados, onde apresentou uma sonoridade rica e vigorosa. Assim como o quarteto Rudder, Jason Miles instaurou um verdadeiro laboratório de experimentações, provando ser um músico inventivo e produtivo, que conseguia em uma única música, oferecer as mais diversas possibilidades de criação. No final, o público foi caloroso com Miles, que com certeza deixou a sua marca registrada na história deste festival. JM.

http://www.riodasostrasjazzeblues.com/pt/index.php


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

Morreu Ricardo Rangel, decano do foto-jornalismo moçambicano

(Uma das mais emblemáticas imagens de Ricardo Rangel)
O foto-jornalista moçambicano Ricardo Rangel, 85 anos, morreu esta quinta-feira, 11, em Maputo, enquanto dormia, disse fonte familiar.

Ricardo Rangel, uma referência na área da fotografia em Moçambique, através da qual denunciou a ditadura colonial, participou em dezenas de exposições em diversos países.

Começou a trabalhar na área da fotografia aos 17 anos, num laboratório, passou pelo jornal bi-lingue “Lourenço Marques Guardian” e depois entrou para o jornal “Notícias da Tarde”, onde foi o primeiro foto-jornalista não branco.

Em 1996, chegou o seu reconhecimento internacional, quando foi incluído na mostra “Fotógrafos africanos de 1940 aos nossos dias” (Museu Guggenheim, Nova Iorque) e numa homenagem prestada pelos Encontros da Fotografia Africana em Bamako, no Mali. Foi condecorado com o grau de Oficial das Artes e Letras pelo governo francês.

O seu percurso começou em 1941, como aprendiz do fotógrafo Otílio Vasconcelos.

Lourenço Marques Guardian , Notícias, Notícias da Tarde , A Tribuna , Diário de Moçambique, Voz Africana e Notícias da Beira , foram jornais onde trabalhou.

Fundou a revista “Tempo”, o Sindicato Nacional dos Jornalistas – SNJ e a Associação Moçambicana de Fotografia – AMF . Em 1983, foi nomeado para fundar e dirigir o Centro de Formação Fotográfica.

Expôs em Moçambique, Mali, Itália, África do Sul, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Zimbabwe, Holanda, Suécia e França.

Sebastião Salgado, foto-jornalista português, disse, numa exposição em Paris, ter sido bastante marcado pelas fotos de Ricardo Rangel, quando as viu, em 1974, na sua primeira viagem a Moçambique.

Numa entrevista ao jornal portugês “Público”, em Junho de 1991, Rangel afirmou que começou a tomar consciência da importância das suas fotografias pelo facto de a censura as cortar.

Licínio de Azevedo, cineasta brasileiro radicado em Moçambique desde 1976, fez em 2006 um documentário de 52 minutos intitulado “Ricardo Rangel – ferro em brasa” em que Rangel nos conduz pela sua vida e obra, onde a cidade de Maputo, a boémia e o jazz tem um lugar especial.

11 de Junho de 2009

Flash direto de Rio das Ostras

Rudder na Praia da Tartaruga
Foto: Cezar Fernandes


Por Fernanda Melonio
Direto de Rio das Ostras

Neste momento, um pouco de chuva refresca a Cidade do Jazz & Blues, na Costazul, onde já se apresenta o quinteto Pau Brasil, segunda apresentação desta segunda noite de Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. Para matar um pouquinho da curiosidade, seguem alguns momentos dos shows de hoje à tarde.

Fotos: Cezar Fernandes

Ari Borger na Lagoa do Iriry





Rudder na Praia da Tartaruga





Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival:
Tendo a lua como espectadora

Fábio Pascoal - Foto: Cezar Fernandes


Por Fernanda Melonio
Direto de Rio das Ostras

Dia 10 tinha jogo do Brasil contra o Paraguai, mas mesmo assim a Cidade do Jazz & Blues, em Costazul, ficou lotada de gente que saiu da frente da tevê para prestigiar a abertura do sétimo Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, que até o dia 14 de junho traz uma seleção dos melhores instrumentistas e intérpretes da atualidade.

Nesta noite de estréia apresentaram-se Orquestra Kuarup, Duofel (com participação de Fábio Pascoal) e Ari Borger.

A primeira atração foi a Orquestra Kuarup de Rio das Ostras. Regida pelo maestro Nando Carneiro a orquestra é formada por 25 músicos, alunos e ex-alunos do Centro de Formação Artística da Fundação Rio das Ostras de Cultura. A Orquestra Kuarup Cordas & Sopros foi uma das primeiras manifestações artísticas da cidade ensaiando em praça pública, com instrumentos doados pela comunidade, e na noite de ontem executou grandes sucessos da música popular brasileira.

Logo depois subiu ao palco o Duofel. Formado pelos violonistas Luiz Bueno e Fernando Melo em 1977, o Duofel tem seis discos gravados no Brasil, um na Alemanha e outro nos estúdios de Ornette Coleman, nos EUA. No Rio das Ostras Jazz & Blues, o duo apresentou diversas fases de sua parceria e ainda temas inéditos variando pelas sonoridades diversas e elaboradas nestes 30 anos, marca registrada da dupla, com as combinações de timbres dos violões de cordas de aço, 12 cordas, 10 cordas, 4 cordas e nylon. Luiz Bueno elogiou o calor do público local, destacando a presença de uma ilustre convidada que deu o ar de sua graça: uma enorme lua cheia enchia de ainda mais beleza a noite consagrada à celebração da arte.

O duo contou ainda com a participação especial do percussionista recifense Fábio Pascoal, filho de Hermeto Pascoal, que abusou da experimentação utilizando como instrumentos os mais variados objetos: de mordedores infantis a tampa de panela, passando por chocalhos e até mesmo uma mesa – tudo pode e deve ser batucado pelas mãos de Fábio, que levou a platéia ao delírio.

Para encerrar a noite, um dos pianistas e organistas brasileiros mais talentosos da atualidade, Ari Borger. Quando o assunto é piano & blues ou órgão Hammond B3, o nome de Ari Borger surge imediatamente. Com mais de vinte anos de estrada, é considerado pela crítica, pelo público e pelo próprio meio musical como o melhor do país, estando no mesmo nível dos grandes nomes do gênero. No Rio das Ostras Jazz & Blues, Ari Borger apresentou seu recém lançado CD AB4. Nele, Ari e seu grupo viajou por diversas raízes da música americana, que iam do blues ao soul.

Apontado pelos críticos como um dos melhores festivais do gênero no país, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival chega à sétima edição. A programação, que conta com artistas consagrados como Coco Montoya, Spyro Gyra e The Bad Plus, ocorrerá de 10 a 14 de junho nos palcos montados na Cidade do Jazz & Blues, em Costazul, na Praia da Tartaruga e na Lagoa do Iriry. A entrada é gratuita.


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

Jason Miles, de Miles Davis a Ivan Lins

Saiba mais sobre Jason Miles, que tocará hoje no RO Jazz & Blues Festival, onde fará um show tributo a Miles Davis.


Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)

Quem é atento à fase eletrônica de Miles Davis certamente já ouviu o álbum Tutu (1986), um dos mais significativos desta fase do trompetista. O álbum, produzido pelo então novato Marcus Miller, apresenta melodias abstratas, cheias de efeitos e distorções. Boa parte desses ingredientes deu-se graças aos sintetizadores e às batidas programadas de Jason Miles, que trabalhou com Davis em alguns trabalhos no final da década de 1980, como nos emblemáticos e subversivos Amandla (1987) e Music from Siesta (1987).

Nascido no Brooklin, NY, Jason Miles cursou a Indiana State University na década de 1970. No apogeu do advento do fusion, retornou para Nova Iorque, onde gradualmente foi reconhecido como um dos grandes nomes da cena eletrônica da Big Apple. No final da década de 1970 esteve à frente de projetos com o baixista Marcus Miller e o saxofonista Michael Brecker. Esta parceria com os dois músicos rendeu diversos trabalhos posteriores, como The Sun Don't Lie (1993), um dos primeiros álbuns de Miller e Now You See It.... Now You Don't (1990), renomado álbum de Brecker, e muitos outros.

Com técnicas inovadoras e um som rico e colorido, Miles não demorou muito para se tornar uma das figuras mais respeitadas na cena dos estúdios de Nova York e um dos músicos mais requisitados nos anos 80, trabalhando com grandes nomes, como Miles Davis, Luther Vandross, Whitney Houston, Chaka Khan, Diana Ross, Aretha Franklin, David Sanborn, e Michael Jackson.

Obra

Os álbuns de Jason Miles são marcados pela constante variedades de estilos, que vão desde as vertentes jazzísticas mais clássicas ao pop. Miles soube entrar e sair de diversos caminhos sem perder a expressividade e, acima de tudo, a qualidade de seus trabalhos, normalmente bem cotados entre a crítica especializada. Já liderou gravações com colaborações de artistas de alto nível, como Ivan Lins, Dave Koz, Grover Washington, Jr., Ricardo Silveira, Cyro Baptista, Herbie Mann e outros. Destaque para os álbuns World Tour (1994) e Mr. X (1995), que marcaram o começo da história de Miles como líder. Ao decorrer da carreira, gravou diversos tributos dedicados a artistas influentes em sua carreira, como Ivan Lins - A Love Affair: The Music of Ivan Lins, 2000 -, Miles Davis - Miles to Miles: In the Spirit of Miles Davis, 2005 - e Grover Washington, Jr. - To Grover, With Love, 2008 -.

Música Brasileira e Ivan Lins

A música brasileira sempre esteve presente na carreira de Jason Miles. Em seu repertório figuram músicas de Romero Lubando, Milton Nascimento, Tom Jobim, e, sobretudo Ivan Lins. Miles tem em Ivan uma identificação tão forte, que em 2000 acabou gravando o álbum A Love Affair: The Music of Ivan Lins, uma bela homenagem ao cantor carioca, com participações especiais de Sting, Joe Sample, Freddy Cole e do próprio Ivan.

Miles to Miles: In the Spirit of Miles Davis

Quem for hoje ao Rio das Ostras Jazz & Blues Festival prestigiar Jason Miles terá a oportunidade de ver o show “Miles to Miles: In the Spirit of Miles Davis”, onde o artista faz um tributo ao célebre trompetista. A performance é fruto do álbum com o mesmo nome, gravado em 2005, onde Jason explora qual direção musical que Miles Davis seguiria se ainda estivesse vivo. Jason Miles vem acompanhado do DJ Logic e do trompetista Michael ”Patches” Stewart. Imperdível!!

http://www.jasonmilesmusic.com/
http://www.riodasostrasjazzeblues.com/pt/index.php

Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

2 de Junho de 2009

Companhia Estadual de Jazz Trio no Copa Café



O Copa Café, bistrô da Av. Atlântica há cinco anos famoso pela sua culinária e pelo seu ambiente, considerado um dos points mais charmosos de Copacabana, agora tem um algo mais: noites especiais de música ao vivo, com Fernando Clark na guitarra, Sergio Fayne no piano e Reinaldo (aquele cara do Casseta & Planeta) no contrabaixo. Eles formam o Companhia Estadual de Jazz Trio, que é uma versão compacta do quinteto Companhia Estadual de Jazz.

É toda quinta, a partir das 21h.

O repertório do trio é todo baseado em bossa nova e samba-jazz. Um som com muito balanço e muito bom gosto, inspirado em Tom Jobim, João Donato, Durval Ferreira, Dizzy Gillespie, Horace Silver, Miles Davis e outras feras...E é sem couvert artístico. Uma cortesia do Copa Café aos seus amigos.

Copa Café - Av. Atlântica, 3056. Tel. para reservas: 2235-2947
Sem couvert artístico. Capacidade: 60 lugares.


www.myspace.com/companhiaestadualdejazz


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

27 de Maio de 2009

Marvio Ciribelli e Thaís Motta no Clube de Engenharia (RJ)


Fotos: Letícia Vinhas

A cantora Thaís Motta (a "Miss Ritmo") e o pianista Marvio Ciribelli se apresentam no Centro Cultural do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, dentro do projeto "Quintas Musicais" no próximo dia 28 de Maio. O show começa às 18h30min e tem Entrada Franca. A partir das 17h30min, as senhas são distribuidas no local.

A dupla vai apresentar o show "Influência da Bossa", recente sucesso no Bar Vinícius, em Ipanema. Neste show, Marvio e Thaís mostram como vêem a Bossa Nova, isto é, como incorporam o jazz, o choro e a MPB à tradição da Bossa, promovendo um show único, sincopado e suingado.

No repertório, Trocando em Miúdos (Chico Buarque e Francis Hime), Noites Cariocas (Hermínio Bello de Carvalho e Jacob do Jandolim); Clementina (Altay Velloso); Passado Descomposto (Mario Sève e Geraldinho Carneiro); Nazareth Na Confraria (Marvio Ciribelli); Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth); O Corta Jaca (Chiquinha Gonzaga); Chovendo na Roseira (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), O Som do Samba (Marcelo Moutinho, Arthur Maia, Marvio Ciribelli e Thaís Motta) e Brasileirinho (Waldir Azevedo).


Thaís Motta

Em 2008, Thaís Motta lançou seu primeiro CD "Minha Estação" (que acaba de ser indicado para o próximo Prêmio TIM de música), com produção e arranjos do próprio Marvio Ciribelli. Com Ciribelli, também no ano passado, Thaís viajou para a França (Lyon), para se apresentar num grande show em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova (25 mil pessoas assistindo) no "Terreaux République Bellecour". Com 29 anos, Thaís é uma cantora cheia de ginga. Por isso, foi apelidada de “Miss Ritmo” por um dos maiores músicos brasileiros, o baterista Marcio Bahia.

Marvio Ciribelli

Marvio Ciribelli desenvolveu seu jeito próprio e inconfundível de lidar com música. Com 10 discos gravados, tem passagens internacionais significantes, como por 4 vezes no Montreux Jazz Festival (Suiça). Marvio Ciribelli tem composições próprias lançadas na Alemanha, Inglaterra e Japão. No Brasil, a carreira de Marvio Ciribelli já tem mais de 20 anos, tanto apresentando trabalho próprio quanto acompanhando artistas como Bibi Ferreira, Altay Veloso, Arthur Maia, Nilze Carvalho, Vanessa Rangel, Chamon, Ronaldo do Bandolim, José Tobias, Chico Batera, Michael Carney, Alex Malheiros e Mamão (do grupo Azymuth). Seu mais recente CD, com o novo grupo "OTR", está recém lançado da Europa e conta com o vocalista inglês John Lawton (ex Uriah Heep).


Serviço:

Data: Quinta, 28 de Maio
Local: Centro Cultural do Clube de Engenharia
End: Av. Rio Branco, 124, 22º Andar
Estacionamento rotativo na Conde de Lages, 44
Horário: 18h30min
Entrada Franca com distribuição de Senhas a partir de 17h30min
Informações: 21 2178 9250
Classificacão Etária: Livre

Julio Bittencourt Jazz Trio lança CD em Niterói (RJ)



O Julio Bittencourt Jazz Trio, grupo de Cruzeiro (São Paulo), volta a Niterói para lançar o CD 3TRÊS na próxima edição do projeto "Armazém da Música", no dia 28 de Maio, a partir das 21h. O Trio já participou com muito sucesso de outro show no mesmo projeto com o cantor francês Bernard Fines, quando lançaram  juntos, no ano passado, o CD Sous le Ciel de Paris.

Quem comparecer, vai conferir um show de jazz e bossa nova, incluindo arranjos jazzisticos para músicas de compositores eruditos. No repertório: Fotografia (Tom Jobim), All Blues (Miles Davis), Moanin (Bob Timmons), St. Thomas (Sonny Rollins), Bachiana n 5 (Villa Lobos), A Rã (João Donato), Tequila (Chuck Rio) e Jesus Alegria dos Homens (Bach).

Formado por Julio Bittencourt (bateria), Benjamin "BJ” Bentes (contrabaixo acústico e viola de 10 cordas) e Luciano Bittencourt (guitarra, violão e vocais), o Julio Bittencourt Jazz Trio está na estrada há 8 anos e já se apresentou ao lado de grandes nomes como: Idriss Boudriuoa, Paulo Moura, Manu La Prince, Leo Gandelman, Thais Motta e Ju Cassou. O Trio também já acompanhou em turnês pelos Estados Unidos artistas como Ben Champion, Gary Keller e Claudio Celso.


Serviço:

Julio Bittencourt Jazz Trio lança CD 3TRÊS no Armazém da Música
Data: 28 de Maio, Quinta-Feira
Horário: 21h
Local: Velho Armazém
Endereço: Praia de São Francisco, nº 6, São Francisco – Niterói (RJ).
Tels.: 2714-5424 / 2704-9547
Ingresso: R$ 18,00
Classificação etária: Livre
Capacidade: 80 lugares


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

26 de Maio de 2009

Mostra Fotográfica “Bicho de Rua”: amor aos animais e cidadania através da arte


Florianópolis receberá a partir do dia 6 de junho a nova edição da Mostra Fotográfica “Bicho de Rua”. O evento, que já percorreu diversas cidades do Rio Grande do Sul, ocorrerá no Supercenter Angeloni Beira Mar até o dia 30 como parte das comemorações pelo terceiro aniversário do jornal Notícias do Dia e pelo primeiro aniversário da coluna Mãe de Cachorro.

Com o objetivo de conscientizar adultos e crianças, a Mostra procura mostrar um lado de nossas cidades a que geralmente não damos atenção: animais que vivem nas ruas, ou mesmo em casas, mas que não são tratados com o devido respeito e dignidade.

Longe de ser apenas uma exposição fotográfica, "Bicho de Rua" é uma campanha de cidadania que procura mostrar às pessoas a importância da adoção de um bicho de rua e o quanto este ato requer responsabilidade, amor e consciência. Ao sair de uma situação de abandono e desprezo para o convívio e aceitação em um lar, os animais conseguem demonstrar, tanto quanto os seres humanos, a felicidade, gratidão e paz de um relacionamento respeitoso.

Nesta edição do evento, estréia o projeto de castração animal. Tendo em vista que a dupla esterilização-educação, é a maior solução a médio e longo prazo para a resolução do problema da superpopulação de cães e gatos, a Mostra Fotográfica “Bicho de Rua” propõe em paralelo à conscientização proporcionada pelas fotos, um projeto efetivo de castração para contribuir de maneira significativa na mudança da realidade dos animais que vivem nas ruas das cidades onde a exposição chegar.

Na Grande Florianópolis, 50% da renda total das camisetas, sacolas e fotografias serão destinados ao projeto, que será feito em parceria com veterinários conveniados à APRAP – Amigos e Protetores dos Animais de Palhoça.

A Mostra conta com fotografias de Carolina Leipnitz, Fernanda Melonio, Ivânia Trento, Eduardo Costa, Aline Gobbi, Heinz Schnack e Daniele Spohr, e conta com o patrocínio de H. Meyer, RIC Record, Jornal Notícias do Dia, e dos sites JazzMan! e Cachorro Paraguaio.

O projeto de esterilização tem como patrocinadores RIC RecordJornal Notícias do Dia, Residencial Gaivota e do site Cachorro Paraguaio.

Aproveitem para conferir o novo site da Mostra:
Serviço
Onde: Espaço Cultural no Angeloni da Beira Mar Norte (Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5288 - Agronômica - Florianópolis - SC)
Quando: de 6 a 30 de junho


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

25 de Maio de 2009

Entrevista Exclusiva: Carlos Tomati

Por Daniel Argentino e Igor Almeida

Entramos em contato com o guitarrista Carlos Nascimento, mais conhecido como Tomati para solicitar uma entrevista para o Blog Jazz e Rock e, para nossa felicidade ele aceitou. Confira abaixo a conversa na integra, e conheça um pouco mais do seu universo musical, profissional e algumas curiosidades. Não esqueça de deixar o seu comentário !

JR - Como surgiu essa paixão pela música? Como foi o inicio da sua carreira?

Tomati - Comecei tocando de ouvido ainda criança. Batucava na mesa e cantava as músicas com o rádio. Fiz aula de bateria, mas como era um instrumento muito caro, ganhei um violão e continuei acompanhando o rádio.

JR - Quais são as suas influências musicais?

Tomati - Todo mundo me influencia. Depois de 30 anos de profissão não consigo citar nomes, seria injusto com alguém.

JR - Como surgiu o convite para participar do Sexteto e como tem sido essa experiência? De que forma isso contribuiu para sua carreira musical?

Tomati - Dei uma canja fusion no programa, o Jô gostou e queria que ficassem duas guitarras, o Rubinho e eu, mas o Rubinho teve um problema de saúde e não aguentou. Desde então (1998), faço parte dessa turma do Jô Soares (Padrinho), e tenho aprendido muito sobre várias coisas: produção, iluminação, profissionalismo de um modo geral. Trabalhar com o Jô é como estar na faculdade. Além disso, me tornei conhecido no país e no resto do mundo.

JR - Você já falou abertamente sobre sua crença. Musicalmente falando, como vê o cenário musical cristão (nacional e internacional) quanto à qualidade das letras e da técnica?

Tomati - MIGUEL GARCIA. O resto não me interessa, não demonstram interesse pela música. Na minha opinião.

JR - Lord’s Children, seu terceiro álbum solo, tem uma sonoridade sensacional, uma fusão entre o rock, jazz, soul music e o blues. Como “nasceu” esse álbum?

Tomati - Na praia. Fiz as músicas e comecei a gravar. Então surgiu um convidado e depois outro e depois outro... Como considero o músico uma criança com o seu brinquedo predileto, independente de crença, raça etc., chamei o trabalho de Lord's Children.

JR - Você participou da gravação do cd ao vivo “Jô Soares e o Sexteto” Vocês ensaiaram durante quanto tempo antes de realizar os shows? Existe a previsão do Sexteto lançar outro cd?

Tomati - Ensaiamos bastante e fizemos uma tournée fantástica e muito divertida pelo Brasil. Não sei se faremos outro, mas tenho saudade dessa época.

JR - Você conta com algum patrocínio? Alguma marca te “mantém” com cordas, cabos, guitarras, etc.? Se sim, como foi pra conseguir esse tipo de patrocínio?

Tomati - Sou muito exigente com esse tipo de trabalho e acho que o processo no Brasil é muito lento e desatencioso para com o artista. Já trabalhei com grandes marcas nacionais e internacionais. Estou sempre pronto para fazer um bom negócio e sempre retribuo o que me oferecem. Talvez por isso eu não esteja envolvido com muitas empresas nesse sentido. Na maioria das vezes, a qualidade não me satisfaz e não existe uma ajuda financeira, daí, só se o produto for de meu grande interesse. No momento, trabalho com a Roland e tem sido incrível. Também estou desenvolvendo minha guitarra com o luthier Joker, tive minha vídeo-aula digitalizada para DVD pela Aprenda Música e tenho correias da Ibox com minha assinatura.

JR - Recentemente notei que você trocou sua – linda, diga-se de passagem – Fender e está usando outra guitarra. É alguma guitarra signature? Se sim, conte-nos um pouco sobre ela.

Tomati - Enquanto minha guitarra não fica pronta, estou usando uma Samick modelo Indy que foi desenhada por meu grande amigo, Fabio "Índio" Amaral, há muitos anos atrás e minha "linda" Fender. No final de 2008 pude experimentar um protótipo do meu projeto, que está sendo melhorado e deve ficar pronto logo pra eu usar no programa.

JR - Além do Jô, você tem se apresentado com algum grupo, como o Homless Trio?

Tomati - Sim, THT Tomati Homeless Trio, Quarteto e Duo com a cantora Michelle Spinelli no Brasil e USA, e com o Jô e o Sexteto em shows empresariais.

JR - Indo pro lado mais técnico da coisa: o timbre da sua guitarra, seja na TV ou nos discos, é constantemente impecável. Conte-nos um pouco sobre seu set.

Tomati - Duas mãos, um cérebro, dois ouvidos, bons instrumentos, muito estudo e um pouco de bom gosto.

JR - Você tem algum projeto futuro (musicalmente falando)? Já está pensando em lançar um novo álbum solo?

Tomati - Tenho mais três discos prontos para gravar, mas não tenho recursos no momento. Esperava que Lord's Children fosse melhor de vendas para eu dar continuidade, mas não foi tão bem divulgado quando estava nas bancas. Esperava mais. Continuo vendendo discos para isso, aceito encomendas e estou precisando de um webmaster e uma loja virtual para aumentar as vendas.

JR - Estamos iniciando uma nova coluna no blog. É uma cópia descarada (risos) de uma coluna da Cover Guitarra que eu gosto muito.

Indo direto ao ponto:

JR - Pra você, qual é o melhor disco da história?

Tomati - Só vou poder dizer quando EU entrar para a história.

JR - E o pior disco?

Tomati - Idem. Hahahaha.

JR - Qual disco você tem ouvido bastante na última semana?

Tomati - Man in the air (Kurt Elling)

JR - Qual disco você curte, mas tem vergonha de admitir?

Tomati - Nenhum. A vergonha se refere ao que os outros pensam e eu não to nem aí.

JR - Tomati foi uma honra entrevistar você e conhecer um pouco mais sobre seus projetos e sua carreira musical. Nós do Blog Jazz e Rock agradecemos de coração. Abraço.

Tomati - Obrigado pela oportunidade. Foi divertido. Um oxalá pra todos.


Blog Jazz e Rock: http://www.jazzerock.com

24 de Maio de 2009

Spazio Caffè Jazz Festival


Será realizada no próximo fim de semana a primeira edição do Spazio Caffè Jazz Festival, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O evento acontece sob a batuta de ninguém mais ninguém menos que o Dudu Lima Trio, formado pelo consagrado baixista Dudu Lima, e os músicos Leandro Scio (bateria) e Ricardo Itaborahy (piano).

O trio se apresenta na sexta (29) e no sábado (30) com a participação de convidados nas duas noites do festival - clique na foto para conferir a programação completa. Na sexta-feira o convidado mais que especial é João Bosco e já no sábado quem divide o palco com os anfritiões são os músicos Marcos Ariel e Hermanes Abreu.

Confira abaixo o Dudu Lima Trio em ação:



O blog JazzMan! vai estar lá e em breve vocês podem curtir aqui vídeos exclusivos desse grande encontro musical.


Spazio Caffè Jazz Festival

Quando? 29/05 e 30/05

Onde? Spazio Caffè - Shopping Spazio Design - Ladeira Alexandre Leonel, 221 - Juiz de Fora - Minas Gerais

Quanto? R$80/pessoa por dia ou R$150/pessoa para os dois dias. OBS.: O ingresso dá direito a um lugar numerado nas mesas e ao buffet de salgados finos.

Reservas de mesas pelo telefone: 32-3232-9176



23 de Maio de 2009

Marvio Ciribelli Trio no Triboz (RJ)

Foto: Letícia Vinhas

O pianista Marvio Ciribelli se apresenta hoje à noite (23/05) com seu Trio no Triboz, a primeira casa de bossa e jazz da Lapa. O Trio conta com Amaro Júnior (bateria) e Juliano Cândido (contrabaixo).

No repertório da noite, Mo' Better Blues (Bill Lee), Folha Morta (Ary Barroso), Nazareth na Confraria (Marvio Ciribelli), O Corta Jaca (Chiquinha Gonzaga), Theo e seu Tio (Marvio Ciribelli), Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth), Jazzy (Marvio Ciribelli) e Samba Partido (Marvio Ciribelli).


O ARTISTA

Marvio Ciribelli desenvolveu seu jeito próprio e inconfundível de lidar com música. Tendo estudado com nomes como Luizinho Eça, Antonio Adolfo e Ian Guest, hoje Marvio toca samba, bossa, baião e choro com a liberdade do jazzista. Com dez discos gravados, tem passagens internacionais significantes: quatro vezes no Montreux Jazz Festival (Suiça), assim como no Brissago Jazz Festival e Brienz Jazz Festival, também na Suiça.

Seu décimo e mais recente trabalho fonográfico autoral é o CD Ao Vivo Com Aditivo, gravado em Montreux. Ciribelli também faz parte do grupo internacional OTR, junto com o vocalista Inglês John Lawton (ex Uriah Heep). Mamonama, primeiro CD do OTR, acaba de ser lançado na Europa pela gravadora inglesa Lion Music. 

Além de ter composições próprias lançadas na Alemanha, Inglaterra e Japão, Marvio já tem 20 anos de estrada. Em 2008, Ciribelli produziu a terceira edição do Mauá Jazz e se apresentou na França, junto da cantora Thaís Motta, para mais de 25 mil pessoas.


SERVIÇO

Marvio Ciribelli Trio no Triboz (Lapa)
Com Marvio Ciribelli (piano), Amaro Júnior (bateria) e Juliano Cândido (contrabaixo).

Data: Sábado, 23 de Maio
End: Rua Conde de Lages, 19 Glória/Lapa (quase esquina com Rua Taylor)
Estacionamento rotativo na Conde de Lages, 44
Horário: 21h
Couvert: R$ 20,00
Reservas: 21 2210 0366
Classificacão Etária: 18 anos



Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

21 de Maio de 2009

Entrevista com o midas da música brasileira

por Andrei Andrade


Sírio de nascimento e radicado no Brasil desde 1955, o produtor musical André Midani foi um dos principais nomes na popularização da música brasileira. Lançou os grandes nomes da Bossa Nova, como Tom Jobim, João Gilberto, Nara Leão, Roberto Menescal, Carlos Lyra, entre outros. Abrigou em diversas gravadoras ícones da MPB, como Elis Regina, Caetano Veloso, Tim Maia, Jorge Ben e Gilberto Gil.

Sempre buscando renovação, descobriu as bandas de rock dos anos 80, começando pelo Ultraje A Rigor e quase todas as que surgiram na época. Confessa que já ofereceu jabá às rádios até pra tocarem Chico Buarque, o que afirma ter feito “pelo bem da música”.

Numa tarde de terça-feira, 12 de maio, antes de falar para cerca de 60 alunos e professores do Curso de Produtores e Músicos de Rock e fãs de música da Unisinos, Midani recebeu a reportagem do Jazzman!. Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Andrei: Você viu de perto uma época em que músicos da Bossa Nova e da MPB eram fenômenos de massa, o que não acontece com os artistas da música popular de hoje. O que mudou?

André Midani: Em primeiro lugar, mudou o público. A universidade mudou. Os artistas saíam da universidade e falavam para um público que participava ativamente nos destinos políticos e comportamentais do Brasil. Hoje não há, por parte dos universitários, este sentido de participação, passam alheios aos problemas do país. Por causa disso, a linguagem do artista secou. Se você fala uma coisa que ninguém vai ouvir, você para de falar. Por isso a música popular brasileira mudou de circuito, não penetra mais as massas, e por isso não influencia mais no comportamento da sociedade.

O universitário hoje pensa em estudar pra ganhar dinheiro. Com toda a corrupção no Brasil, era de se esperar que a juventude saísse à rua não mais contra a ditadura, mas contra a corrupção, que é imoral e tão ruim quanto à ditadura.

Recentemente um político, em Brasília, chegou a afirmar que as críticas da imprensa são inúteis, pois eles se reelegerão sempre...

Isso é a falência da democracia. E se o meio estudantil saiu pra reconquistar a democracia nos anos 80, hoje não sai pra defender o que ele mesmo conquistou.

Na televisão de massa as atrações são sempre as mesmas. Por que a chamada Nova MPB fica de fora?

Não existe nova MPB. Existem músicos muito bons, e acho que o problema não é da mídia. Saindo da música e entrando no comportamento, acho que a juventude não encontra mais nas músicas – letra e melodia – coisas que a emocionam. Ninguém fala o que o público gostaria de ouvir, então ninguém dá muita bola. A música perdeu sua liderança política e intelectual. Tem coisas muito bonitas, mas que não vão marcar novos caminhos.

Isso ocorre porque a juventude mudou?

Sim, porque a juventude mudou... E é na juventude que nasce a música, quem faz e quem ouve.


Como o mercado fonográfico deve reagir às novas tecnologias?


Uso o exemplo da imprensa, como a conhecemos, que está com os dias marcados. Veja quantas fotografias de capa de jornal são enviadas por leitores, às vezes até com a notícia escrita. Isso tira três quartos da profissão do jornalista. Agora veja a música. Há algum tempo, era muito importante ter um estúdio de gravação, que custava mais ou menos 800 mil dólares. Hoje você tem um pro tools (software de gravação e edição de som), que não custa quase nada e qualquer um pode ter.

O som perdeu sua aura. Hoje gravam música em condições ruins e se escuta por meios piores, como o MP3. E ainda ficamos ouvindo música de merda – em termos técnicos – e tá tudo ótimo. As pessoas ficam o dia inteiro ouvindo música e não ouvem nada. A música perdeu o ritual, o culto à audição. Existe atualmente cerca de 15 milhões de sites de gaiatos que fazem música, na qual seria ótimo ter 1% de gente de talento. Mas como achá-los em meio a essa multidão?

E o possível fim do direito autoral?

É outra revolução, que não é tecnológica, mas jurídica. De fato, no futuro a música vai ser mais liberal e o copyright vai acabar. É surpreendente, pois é um retorno à sociedade primitiva, onde não se podia ganhar dinheiro com as próprias ideias. A religião muçulmana ainda hoje age assim, você não pode ganhar com sua arte, por ser um dom de Deus. É paradoxal. O mundo da alta tecnologia vai se reencontrar com as tribos africanas.

E o curso universitário de rock, como o da Unisinos (em São Leopoldo-RS) como o senhor vê?

(na foto, Midani com Frank Jorge, coordenador do curso de Rock)

Ter um curso na universidade foi um direito adquirido pelo rock. O rock tem 60 anos e revolucionou suficientemente a música, os hábitos, o comportamento das pessoas. Foi um fenômeno mais impactante do que a queda do muro de Berlim, comunismo, capitalismo ou cristianismo. Logo, a universidade faz bem em abrir os olhos pra isso e, dentro da área da música – que sempre foi universitária – levar o rock para o seu universo.

Você gosta das publicações sobre música?

É horrível o que vou te dizer, mas nestes tantos anos de militância, li tanta coisa de música, entre revistas, livros e entrevistas, que confesso que perdi a paciência. Quase não leio mais, porque em geral se diz sempre as mesmas coisas. Os artistas vão ser sempre estrelas, que vão dizer sempre o mesmo e daqui a 20 anos vão dizer o mesmo também. Mas sei que tem revistas boas no Brasil, como a Rolling Stone e a Bravo. Já a seção de música da Veja, definitivamente, não é um exemplo.

O sr. foi o grande responsável por introduzir uma música jovem no Brasil, elencando artistas de alto nível. Hoje o talento ainda é fundamental para o sucesso?

O talento sempre será fundamental, porque se você acredita nessa história de que o marketing pode tornar uma pessoa sem talento um grande ídolo durável, isso nunca aconteceu e nem vai acontecer. Um ano de fama, e o artista sem talento some. O que faz falta no momento de transição em que estamos são algumas entidades que saibam diferenciar o que é bom do que não é, e o que é bom trabalhar dentro desta diversidade de novas mídias que estão à disposição.

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2009

ENTREVISTA EXCLUSIVA - Stenio Mattos

Stenio Mattos (dir.) na companhia de Léo Gandelman durante o festival de 2008.

Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)

Todos os anos, quando se aproxima o feriado de Corpus Christi, é impossível não ficar ansioso com a chegada do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. O evento é data circulada no calendário dos amantes de jazz e blues, e neste ano, em sua sétima edição, acontecerá entre os dias 10 e 14 de junho. Os shows acontecerão nos palcos montados na Cidade do Jazz & Blues, em Costazul, na Praia da Tartaruga e na Lagoa do Iriry.

O festival é o maior do país no segmento e surpreende por sua organização e estrutura. Para termos uma noção da importância do evento, a respeitada revista Down Beat qualificou o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival como o maior festival do gênero no país e um dos 50 maiores do mundo. O mais surpreendente disso tudo: o público prestigia os melhores músicos de jazz e blues da atualidade com conforto e segurança, sem pagar um centavo por isso. Isso mesmo: o festival é de graça, e, acima de tudo, democrático.

Por essas e outras, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival só poderia ser um sucesso de público e crítica. Mas qual é o segredo para tal? Talvez não haja, mas nada melhor do que conversar com Stenio Mattos, o produtor que está à frente da organização do festival para esclarecermos essas dúvidas. Nesta entrevista exclusiva, Stenio fala sobre como surgiu o festival, como é a organização, as dificuldades para montar um evento deste porte e comenta sobre as atrações deste ano. Confira!

JazzMan!: Como surgiu a idéia do festival e por que em Rio das Ostras?

Stenio Mattos: Surgiu a partir do Rio das Ostras Instrumental, que era um projeto no qual trazíamos para a cidade os melhores músicos da cena instrumental brasileira para se apresentarem uma vez por mês na praia de Costazul aos sábados, de graça, ao cair da tarde. Passaram por lá Wagner Tiso, Toninho Horta, Cama de Gato, Azimuti, Paulo Moura, Aquarela carioca, Nó em Pingo D'água, Robertinho Silva, Mauro Senise, Gilson Peranzetta, dentre muitos outros. E antes de tocar, eles faziam um workshop na escola de música da cidade. Depois de dois anos deste projeto nós propusemos à Prefeitura de Rio das Ostras realizar um festival de Jazz e Blues. Aí em 2004 demos o start. Por que em Rio das Ostras? Porque é uma cidade que acreditou na cultura e na música de boa qualidade, nos dando total liberdade para fazermos um projeto qualificado, sério e de formação de público sem interferências. Isto foi fundamental.

JM: O festival existe há sete anos, com grande sucesso de público e é considerado pela crítica da revista DownBeat como um dos 50 melhores festivais do mundo. A quais fatores você poderia atribuir este sucesso?

SM: A seriedade e o profissionalismo de como é encarado este projeto tanto do lado da Prefeitura como da produção. Quando acaba uma edição, damos um descanso de dois meses e começamos nossas viagens pelos grandes festivais do mundo (são pelos menos dois ao ano) como convidados da produção destes eventos (importante: não é com o dinheiro da Prefeitura, é a convite) e de lá tiramos idéias, nomes e, principalmente, contatos com os organizadores destes festivais. O que tem nos impressionado muito é que Rio das Ostras já é admirado por todos. Quando chegamos, nos tratam com muito carinho, nos chamam de Pretty Baby e depois nos enchem de perguntas sobre a cidade, estrutura etc... Realmente tratamos este projeto como o projeto de nossas vidas.

JM: Quando estamos no Festival, nos deparamos com muita organização e qualidade técnica. Isso surpreende muitas pessoas, sobretudo os artistas, que se perguntam como um festival desta qualidade pode ser de graça. Esta será uma proposta contínua de vocês? A idéia é sempre propor um evento acessível ao público?

SM: Com certeza, a idéia sempre foi esta: levar música de qualidade a todos. É como Milton dizia. Graças a Deus estamos conseguindo e a resposta do público não poderia ser melhor: prestigia, participa, se interessa, na maioria das vezes sem nunca ter ouvido falar daqueles músicos. É impressionante como respeitam e vibram com os shows. Isto impressiona os músicos, que saem fascinados pelo festival, também com a ajuda da nossa organização e qualidade técnica (que procura sempre se atualizar com o que há de melhor).

JM: Estamos vivendo uma onda crescente de festivais no país. Você acredita que público, prefeituras, produtoras e empresários estão descobrindo o poder do jazz?

SM: Com certeza e, sem falsa modéstia, Rio das Ostras tem dado uma contribuição muito grande para este crescimento do jazz no Brasil. As Prefeituras sabem do sucesso do projeto e nos procuram com frequência para saber mais detalhes e, sinceramente, espero que cresça cada vez mais e que tenhamos um maior número de projetos como este, que realmente tragam benefícios para as cidades como hotéis, restaurantes, comércio e façam toda a comunidade local feliz e orgulhosa de seu projeto.

JM: Quais são as maiores dificuldades para montar um festival deste porte?

SM: A grande dificuldade inicial, na realidade, é conseguir fazer com que as pessoas responsáveis acreditem no projeto. Isto já conseguimos: a Prefeitura de Rio das Ostras acredita e sabe que é um projeto turístico local, honesto e profissional e que a longo prazo coloca a cidade no mapa mundial. Além disso, hoje já é um projeto que se paga. A cidade não deixa de investir em prioridades como saneamento, educação, saúde...

JM: A crise econômica mundial atrapalhou nas negociações deste ano?

SM: Sem dúvida, tivemos que fazer cortes e nos adequar à realidade, mas felizmente, como prova de que o festival é importante para a cidade, teremos a sétima edição e com excelente qualidade.

JM: Para finalizar, fale-nos um pouco sobre o festival deste ano. O que o público pode esperar?

SM: Pode esperar um festival tão bom como os anteriores. Temos boas surpresas como o The Bad Plus e Rudder (a nova sensação dos EUA), além do ícone do jazz-pop Spyro Gira (que influenciou toda uma geração de músicos da cena instrumental). No blues, temos o lendário John Hammond e Coco Montoya e, do Brasil, o Pau Brasil com Nelson Aryes. Podem esperar muito som e muito divertimento, com certeza. JM

Site Oficial: http://www.riodasostrasjazzeblues.com/pt/index.php


Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

20 de Maio de 2009

1956 - Mating Call - John Coltrane & Tadd Dameron


"Não estou certo do que procuro, exceto que é alguma coisa que ainda não foi executada. Mas não sei o que é. Só saberei quando conseguir tocá-la." diria Coltrane ao deixar Miles Davis e entrentar uma carreira solo almeijada a tempos. Inquieto, Coltrane não conseguia parar na busca do som que tanto sonhava. Isso só tornaria realidade 31 de maio de 1957 quando fez a sua primeira gravação como líder. Mas antes gravou com figuras de pesso como: Paul Chambers (High Step), Elmo Hope (informal Jazz), Sonny Rollins (Tenor Madness), Tadd Dameron (Mating Call), todos de 1956. Desse universo Mating Call traduz bem a fuga de Coltrane nas esferas que tanto sonhava. Gravado em 30 de novembro de 1956 no estudio Rudy Van Gelder, com direito a varios reedição, com elegantes composições bem como a performasse de Tadley Ewing Peake (Tadd) Dameron ou simplismente Tedd Dameron nomeio jazistico. Excelente pianista, arranjador e compositor, Dameron foi um romancista na definição de Dexter Gordon no movimento do bebop - "Compositor/arranjador definitivo da era bop".

Faixas:
01 - Mating Call
02 - Gnid Tadd Dameron
03 - Soultrane
04 - On A Misty Night
05 - Romas
06 - Super Jet

Musicos:
John Coltrane - Sax Tenor
Tadd Dameron - Piano
John Simmons - Baixo Acustico
Philly Joe Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.
Colaboração Borboletas de Jade
Link QuebradoLink Quebrado? Link Sem FotoPost Sem Foto?

ASTRON GROOVE

ASTRON GROOVE

DIA 14/06
ÀS 20H
NA PRAÇA DO MERCADO EM PARAIBUNA-SP

Nathália Serrano - voz
Ricardo Japa - voz e guitarra
Rafael Ribeiro - voz e baixo
Kaoei Couto - bateria

+ TRIO DE SOPROS (sax, trtompete e trombone)