26 de janeiro de 2012

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Azymuth e Helio Delmiro se apresentam em Rio das Ostras (RJ)

O guitarrista Helio Delmiro
O Projeto Rio das Ostras Jazz e Blues o Ano Todo apresenta neste domingo (29) o Grupo Azymuth e o guitarrista Hélio Delmiro, a partir das 18h, na área coberta do Camping Costazul. A Secretaria de Turismo levou o show para Costazul para preservar o público, já que a previsão é de chuva. A área abrigará o palco e todos que prestigiarem o evento.

O grupo Azymuth, formado por Ivan Conti “Mamão” na bateria, Alex Malheiros no baixo e José Roberto Bertrami nos teclados, iniciou a carreira nos anos 70 e com quase 40 anos de estrada divulga a boa música instrumental brasileira pelo mundo.

Este show de “brasilidade” acontecerá no Projeto Rio das Ostras Jazz e Blues o Ano Todo, uma realização da Prefeitura de Rio das Ostras, por meio da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio.




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Portugal: Os Jazzinhos - Jazz para crianças

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Entre as novidades da Escola de Jazz do Barreiro é de destacar a criação da Classe Infantil 'Os Jazinhos'. As inscrições para o 2º semestre estão abertas a partir de segunda-feira, dia 30 de Janeiro.





Os Jazzinhos são um ensemble de iniciação ao Jazz para crianças.

A atividade a ser desenvolvida neste projecto está centrada nas práticas artísticas diversificadas, no desenvolvimento de competências específicas, conforme referido no Currículo nacional do Ensino Básico ” (...) Interpretação e comunicação; Criação e experimentação; Percepção sonora e musical; Culturas musicais nos contextos (...)” baseadas nos “ três grandes domínios da prática musical – Composição, Audição e Interpretação dentro do género do reportório da música Jazz.


Tendo em conta as características do projeto, para a sua implementação irá ser criado um ensemble instrumental e vocal com alunos q eu frequentem o 1º ciclo do ensino Básico, com todas as abordagens inerentes, vocais e instrumentais a este tipo de práticas musicais.

A apresentação de um espectáculo no final de cada semestre de acordo com o ano letivo escolar, um Concerto Conjunto/Didáctico - Pedagógico no qual os alunos irão participar juntamente com um combo constituído por músicos da Escola de Jazz do Barreiro, será um meio privilegiado para o incremento das aprendizagens, desenvolvimento das competências e das práticas artísticas.

Visite o site da escola em www.escolajazzbarreiro.com.pt

- Inscrições para o 2º semestre a partir de segunda-feira, dia 30 de Janeiro
- Próxima Jam Session dia 27 de Janeiro, sexta-feira, às 23 horas no Be Jazz Cafe

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25 de janeiro de 2012

Dizzy Gillespie para presidente!

- Comente aqui sobre o nosso presidente Dizzy Gillespie -


Na Wikipédia:

Em 1964, durante a campanha presidencial entre Lyndon Johnson e Barry Goldwater que ocupava as atenções do país, Gillespie lançou uma candidatura independente à Presidência dos Estados Unidos. Em tempos de conflitos raciais no país e Guerra do Vietnã, sua plataforma, apoiada por ativistas e amigos músicos, prometia oportunidade igual de empregos a negros e brancos e combate ao racismo. Sua intenção era chamar atenção para os problemas do país e ele anunciou que se eleito colocaria Miles Davis como chefe da CIA, Louis Armstrong como ministro da Agricultura, Duke Ellington como secretário-de-Estado e Malcolm X como procurador geral. Entre outras excentricidades, prometia também oficialmente trocar o nome da Casa Branca (White House) para Casa do Blues (Blues House).






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Conheça Anna Torres, a nova estrela da musica brasileira em Paris

- Comente aqui sobre Anna Torres -

Anna Torres é a nova estrela da musica brasileira em Paris. Com uma otima « mise en scène », um repertorio verdadeiramente original e uma voz pontente, Anna foi considerada pelos franceses como a « Nova Diva do Jazz Brasileiro ».

http://annatorres.fr/

Ela consegue misturar o Jazz, o samba, o funk e a musica tradicional do Nordeste do Brasil com muita harmonía e swing.

Roberto Menescal- Anna é minha maior surpresa desse ano, gostei muito!

DISCOGRAFIA

2004-CD O Canto da Anna-“Anna Torres homenageia João do Vale”
2001- World of Zouk, Mega Zouk (copilação), música “Liberdade”
2001- LIVRO/CD Brasileirinho
1999- CD Anna Torres
1997- CD Terra do Nunca
1994- CD Essência de Ser

Anna Torres na imprensa:

JORNAL LE MONDE-
Entre o Jazz e o Samba, a sua musica nos transporta ao Pais da feijoada dos bolinhos de bacalhau e do bolo de laranja da Mainha Chiquina

JORNAL LE PARISIEN -
A voz poderosa da brasileira Anna Torres preenche a cena com sua presença excepcional. Voz poderosa e cativante, essa pérola vai brilhar com a música do nordeste do Brasil em Paris

JORNAL HEBDO -
A cidade de Nogent-le-Rotrou abre sua nova temporada cultural com uma noite dedicada à música brasileira. Energética e sensual, a cantora Anna Torres mistura jazz, samba, e funk preservando suas raízes do Nordeste do Brasil.
Anna Torres se destaca por sua presença de palco forte, e por seu timbre de voz profundo e original.

MAGAZINE QUE TAL PARIS -
Anna Torres é uma artista da nova geração brasileira em ascençao na França

JORNAL O ESTADO DO MARANHAO -
As mais belas cançoes de Joao do Vale, forao recriadas pela magistral interpretaçao a elas impressa pela belissima voz de Anna Torres, ao mesmo tempo calida e forte, poderosa em qualquer nivel da escala, macia e totalmente audivel nos registros baixos, forte altiva e comovente nos altos, em anunciados vocais sempre envolvidos em veludo e seda, e executados sem titubeios, sem equivocos, sem exageros. Anna mantém-se em cena com o raro porte de perfeita Diva…Cujo nome , de agora em diante, o Maranhao é obrigado a escrever com letras maiusculas : ANNA TORRES.




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A vida de Jack Kerouac por João Pinheiro

- Comente aqui sobre Kerouac, de João Pinheiro -


Kerouac

A graphic novel “Kerouac” narra a vida do escritor americano Jack Kerouac, um dos fundadores, junto a Allen Ginsberg e William Burroughs, do movimento artístico que ficou mundialmente conhecido como Geração Beat, composto por jovens intelectuais americanos que, em meados dos anos 1950, cansados da monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram criar sua própria revolução cultural através da literatura.

http://visoesdejackkerouac.blogspot.com/

Por meio de uma narrativa veloz, João Pinheiro aborda acontecimentos capitais da vida de Jack, revê sua trajetória literária, suas conquistas, decepções, paixões, contradições, influências estéticas e sua relação com os Estados Unidos de sua época. Da mesma forma que para Jack e para os beats não havia fronteira entre a literatura e a vida, os fatos desta narrativa se entrelaçam novamente com a vida, só que agora em quadrinhos.

Apresentação de Claudio Willer

Jack Kerouac escreveu uma obra ciclópica: além de On the Road, sua narrativa mais conhecida e de maior influência, criou relatos de viagens e memórias, poemas, crônicas, transcrições de sonhos e outros modos de experimentação através da escrita. Confundiu, como ninguém, literatura e vida. On the Road foi escrito em abril de 1951 de uma enfiada só, em três semanas, no famoso rolo de papel (que, em abril de 2004, seria arrematado em leilão por 2.420.000 dólares, recorde na categoria – ironias do destino, quando Kerouac morreu em 1969, tinha apenas 19 dólares em sua conta bancária ). Mas também é verdade que sua escrita demandou anos e foi a realização de um projeto que precedeu suas viagens. É o que mostram seus diários: ao terminar Cidade Pequena, Cidade Grande (The Town and the City) em 1948, decidiu que escreveria um novo livro, alternadamente designado como The beat generation e On the Road. Esses diários contém anotações de episódios das viagens em companhia de Neal Cassady, que depois integrariam On the Road.


Portanto, houve uma relação de mão dupla entre vida e obra; uma fusão de literatura e vida, buscando uma síntese, a superação da dualidade ou contradição do mundo simbólico e da realidade objetiva. Como já havia observado em meu Geração Beat, os beats em geral e Kerouac em especial são um exemplo de crença extrema na literatura, atribuindo-lhe valor mágico, como modelo de vida e fonte de acontecimentos, e não só de textos. Daí ser possível transpor Kerouac para os quadrinhos examinando simultaneamente e de modo harmônico aspectos de sua biografia e trechos de sua obra, como o faz João Pinheiro. Estão aí, citadas e mostradas, sua paixão pela literatura e sua firme determinação de tornar-se um grande escritor; sua religiosidade a coexistir, em um paradoxo apenas aparente, com o desregramento e dissipação; a intensa ligação com a música, especialmente o jazz que inspirou sua “prosódia bop”; os relacionamentos sempre complicados com mulheres. Também foram devidamente registrados momentos decisivos de sua vida: a infância em Lowell e a relação com seu irmão Gérard, a formação do grupo beat através da amizade com William Burroughs e Allen Ginsberg, o modo como renegou a Geração Beat em seus últimos e melancólicos anos de vida.


Reconhece-se Kerouac através desta adaptação. As cenas, fragmentos e trechos se somam, formando um todo coerente, um retrato do escritor. Pinheiro escolheu partes que dão conta do todo, daquilo que demandaria uma impossível adaptação integral. Há soluções particularmente felizes, como a abertura em estilo kerouaquiano e o fecho com poesia em prosa. Foi acertada a seleção não-linear de episódios relevantes – como aquele do trajeto de Nova Orleans a San Francisco com Cassady e LouAnne Henderson. A visão pessoal, a transmissão da sua experiência e fruição de Kerouac e dos beats em momento algum conflita com o bom registro histórico e com o valor documental que se espera de um tema como esse.

Talvez nem seja preciso enfatizar o traço firme, as imagens vigorosas, o bom uso do branco e preto, equiparando este Kerouac ao que se fez de melhor em matéria de “graphic novels” sobre a beat. Basta comparar com álbuns como The beats: a graphic history (de Buhle, Pekar e Piskor) para que imediatamente saltem aos olhos sua qualidade e capacidade de síntese.


Por essas razões, atrairá leitores e abrirá portas para a boa fruição de Kerouac. Irá contrapor-se a críticas depreciativas que, vez por outra, repetem os mesmos ataques conservadores que o autor de On the Road veio sofrendo desde o final da década de 1950. Já cheguei a observar, diante dessas recaídas no conservadorismo, que nem Francis Ford Coppola, nem Bob Dylan são bobos: criadores notáveis em seus campos, estão entre os que declaram que ler Kerouac mudou suas vidas. Isso, como parte do extenso cordão de escritores e artistas que receberam influência declarada de Kerouac e da beat. E de um impacto que extrapolou os campos da criação artística ao originar a contracultura, estimulando rebeliões de jovens, além de inspirar as transposições, versões e adaptações às quais agora soma-se este Kerouac de João Pinheiro.

Claudio Willer


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