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18 de outubro de 2009

Fotografia: adoção animal em foco na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre


Chega à Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, mais uma edição da Mostra Fotográfica Virando Lata. O evento, que iniciará no próximo dia 25 de outubro, é um projeto do Instituto Expresso Vida e desde 2008 percorre diversas cidades do Sul do país com o intuito de chamar a atenção de crianças e adultos para um lado de nossas cidades a que geralmente não damos importância: animais que vivem nas ruas, ou mesmo em famílias, mas que não recebem os cuidados necessários para uma vida digna e convivência pacífica.

Longe de ser apenas uma exposição fotográfica, a Mostra é uma campanha de cidadania que procura mostrar às pessoas o valor que possui a ação de adotar um bicho de rua e o quanto este ato requer responsabilidade, amor e consciência.

A exposição da Usina do Gasômetro será lançada no dia 25 de outubro, às 14 horas, com o show das bandas Morgan Le Femme, Laranja Freak, Calibre, Clã Mcloud e LeChevais. Também serão realizadas duas oficinas com o Greenpeace com o tema “A História do Consumo” nos dias 08 e 15 de novembro, a partir das 15h, na sala 400.

Nesta edição, a mostra beneficiará o Projeto Anjos de Patas, de Viamão (RS), entidade de proteção animal gaúcha que abriga 208 cães. 50% da renda obtida através da venda de blocos de anotações e mateiras de nylon será revertida para o projeto de castração dos animais do Anjos de Patas.

Esta edição traz fotografias de Aline Gobbi, Carolina Leipnitz, Cristina Scalabrin, Daniele Spohr, Eduardo Costa, Fernanda Melonio, Heinz Schnack e Ivânia Trento. A exposição conta com o apoio da Pedigree – Adotar É Tudo de Bom, Impacto Signs, H. Meyer, do site JazzMan! e patrocínio da Gráfica Atena, do site Cachorro Paraguaio e da Woodsrock Produções.

www.virandolata.org.br


SERVIÇO

Onde:
Usina do Gasômetro - Avenida Presidente João Goulart, 551 – Centro – Porto Alegre (RS)
Quando: de 25/10 a 15/11/2009
Horário de funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 21h.
Telefones: (51) 3289-8140 / (51) 3289-8146
Contato: Cristina Scalabrin - cristina@cachorroparaguaio.com / (51) 8138-5830
mostravirandolata@gmail.com


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21 de setembro de 2009

I Love Jazz

Festival I Love Jazz, Teatro Cosipa em São Paulo-SP. Show com Mike Hashim (EUA) e Happy Feet Jazz Band (BRA). - Foto do blog I Love Jazz

O I Love Jazz foi criado para quebrar a imagem elitista que o ritmo ganhou no Brasil ao longo do tempo. A ideia é resgatar a origem do estilo musical, que surgiu nas camadas sociais populares e recebeu influência de muitas etnias e culturas, como a africana, a francesa, a espanhola e a caribenha.

Com apresentações gratuitas de alcance popular, intercâmbio entre artistas brasileiros e estrangeiros em “jam sessions”, palestras, oficinas e muitas outras atividades, o I Love Jazz pretende disseminar o ritmo, proporcionado contato com uma música de qualidade ao público leigo e a quem já a aprecia.

O I Love Jazz está sendo realizado durante o mês de setembro em quatro importantes cidades brasileiras – Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Em cada uma destas cidades, são realizadas apresentações de grandes artistas.

No blog I Love Jazz, você que ama o jazz ou que quer saber mais sobre o estilo encontrará informações sobre a música, sua história, os principais artistas e a programação do evento.

Para não perder nada, acompanhe também o I Love Jazz no Twitter (http://twitter.com/ilovejazzfest) e acesse o site http://ilovejazz.com.br.


Fique ligado na programação do Rio:

18 e 19/9 – Sexta e Sabado

Pocket Shows
Intervenções de Jazz Street Band em pontos diversos da cidade

21/9 – Segunda
19h30 Catherine Russell Quartet (EUA)
20h30 Pink Turtle (FRA)
Teatro Oi Casa Grande

22/9 – Terca
19h30 Benny Goodman Centennial Band (EUA)
Teatro Oi Casa Grande

23/9 – Quarta
19h30 Judy Carmichael (EUA) & Harry Allen (EUA)
20h30 The New Orleans Joymakers (EUA)
Teatro Oi Casa Grande


Fonte: Blog I Love Jazz


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10 de setembro de 2009

Mostra Fotográfica Virando Lata no Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre

No próximo sábado, dia 12, inicia no Piquete Marca Gaúcha, instalado no Parque da Harmonia, em Porto Alegre (RS), o Pré-Lançamento da Mostra Fotográfica Virando Lata, que teve como precursora a Mostra Fotográfica Bicho de Rua, projetos do Instituto Expresso Vida. A nova Mostra conta agora com três fotografias inéditas de Cristina Scalabrin.

O evento, que desde o final de 2008 percorreu diversas cidades do Sul do país, busca chamar a atenção de adultos e crianças para um lado de nossas cidades a que geralmente não damos atenção: animais que vivem nas ruas, ou mesmo em famílias, mas que não oferecem os cuidados e necessários para uma vida digna e convivência pacífica.

Longe de ser apenas uma exposição fotográfica, a mostra é uma campanha de cidadania que procura mostrar às pessoas a importância da adoção de um bicho de rua e o quanto este ato requer responsabilidade, amor e consciência.

Nesta edição, a mostra vai beneficiar o Projeto Anjos de Patas de Viamão, entidade de proteção animal gaúcha que abriga 208 cães, através da realização de um jantar beneficente e do leilão de duas facas artesanais, tendo a renda revertida para a compra de ração.

Esta edição traz fotografias de Aline Gobbi, Carolina Leipnitz, Cristina Scalabrin, Daniele Spohr, Eduardo Costa, Fernanda Melonio, Heinz Schnack e Ivânia Trento. A exposição conta com o apoio do Piquete Marca Gaúcha, Impacto Sings, H.Meyer, do site JazzMan! e patrocínio da Gráfica Atena e do site Cachorro Paraguaio.


www.virandolata.org.br


Serviço

Onde: Piquete Marca Gaúcha – 240 do Acampamento Farroupilha

Quando: de 12 a 20/09

Contato: mostravirandolata@gmail.com



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28 de agosto de 2009

Gunhild Carling no Jazz Festival Brasil

Gunhild e Max Carling com a banda do Jazz Festival Brasil


Por: Natália Arduino
Foto: Leonardo Alcântara (JazzMan!)

Estive presente no Jazz Festival Brasil na terça feira para apreciar boa música com Jazz6 (grupo com Luis Fernando Veríssimo) e Gunhild Carling, acompanhada de seu irmão Max e a banda do festival. Como o Léo já comentou sobre o show do Jazz6, ficou a meu cargo o comentário da segunda apresentação. Uma palavra descreve o que pude presenciar naquela noite: SENSACIONAL!

A multiartista (não cabe só instrumentista porque ela é muito mais do que isso) deu um show de simpatia, agilidade, performance e talento. Bem diferente do show anterior, focado no jazz tradicional (muito bem tocado, por sinal, como já descreveu o Leo), o show da Gunhild foi um exemplo perfeito da harmonia entre técnica e despojamento, tão presente nesse estilo. A idéia de que nada é ensaiado, tudo é feito no improviso que dá sempre muito certo, essa talvez seja a maior mágica do Jazz, pelo menos é a que mais me fascina.

Continuando, o show já começou a toda e após a primeira música, a anfitriã do palco brincou falando que tinham feito tudo na improvisação e que, pelo menos, conseguiram terminar juntos. Claro que arrancou boas risadas da plateia que não chegou a lotar o Sesc, mas fez bastante volume.

O que se seguiu durante as outras músicas foi um show bem irreverente, com os dois irmãos que, por si só, já formam uma banda completa. Gunhild toca trompete, trombone, piano, Tin Whistle, flauta e canta. O irmão Max Carling toca clarinete, violino, sax tenor e piano também. Todos os instrumentos saem com um som limpo, com as notas sendo muito bem executadas. É de se admirar mesmo.

A platéia era elogiada a cada música e retribuía o elogio aplaudindo muito todos eles. Teve uma homenagem ao Rio com a música “Ballad for Rio de Janeiro”, em que Gunhild revezou entre Tin Whistle, flauta e trompete.

Um dos pontos altos da apresentação foi quando Gunhild pediu ao irmão para enrolar o público. Ele disse que deveria ser para que ela trocasse os sapatos. Então, surge com os sapatos próprios para sapatear, e o fez com o trombone na mão mesmo. Depois, o irmão disse que ela tinha que voltar para o sapato anterior e perguntou o que a platéia gostaria de vê-lo fazer, dançar, cantar ou malabarismo. Claro que venceu o último e Max fez malabarismo com bolas, argolas e clavas! Acho que o público não poderia se surpreender mais. Eu, pelo menos, achava que não teria mais nada que me fizesse ficar boquiaberta. Ledo engano.

Ao voltar, com os sapatos trocados, Gunhild agradece ao público pela presença e, mais uma vez, o elogia. Diz que não sabem mais músicas, portanto, aquela próxima seria a última, recebe um sonoro “Ahhhhh” da platéia que não imagina o fim apoteótico que lhe espera.

A música começa e segue sem interrupções, Gunhild e Max descem na platéia, tocam andando pelos corredores do teatro e voltam para o palco. Até que já pro fim, Gunhild interrompe e brinca com um senhor falando que ele não está gostando muito e que não deve estar ouvindo o som do trompete direito, pede para a banda tocar mais baixo para que ela toque mais alto e chega o irmão dela com mais um trompete. Ela pega os dois, coloca na boca e toca! “Pronto, acho que já vi de tudo agora”, pensei. Mas ela ainda pega um terceiro e toca os três ao mesmo tempo. O show termina assim! Com muitos aplausos, todos muito ovacionados e com pedido de “Bis”! Ela ainda volta com um megafone para cantar a última música de fato. E assim termina a apresentação mais fantástica que já vi. O único problema? Curta demais, durou apenas 45 minutos! Mas foi o suficiente para querer ver de novo, em uma outra oportunidade.



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26 de agosto de 2009

Jazz 6 no Jazz Festival Brasil

Luís Fernando Veríssimo no Jazz Festival Brasil

Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)
Foto: Natália Arduino de Magalhães

O segundo dia do Jazz Festival Brasil 2009 vai ser difícil de esquecer. Depois do maravilhoso show de Bob Wilber na última segunda (24), ontem foi a vez de Luís Fernando Veríssimo (sax alto) com o seu Jazz 6, assinar seu nome para sempre na história do Festival.

Além de Veríssimo, outros quatro músicos fazem parte do grupo: Jorge Gerhardt (contra-baixo); Luiz Fernando Rocha (trompete e flugelhorn); Adão Pinheiro (piano); Gilberto Lima (bateria).

Você deve estar se perguntando: "mas são cinco integrantes, por que o nome jazz 6?". Essa foi a mesma dúvida que os espectadores presentes no SESC Ginástico tiveram na noite de ontem, mas assim que o grupo acabou de tocar "Samba de Verão", a terceira música do show, Veríssimo tratou de deixar as coisas bem claras. "O Jazz 6 tem uma formação diferente. Somos o menor sexteto do mundo, com apenas 5 integrantes. Somos todos gaúchos de Porto Alegre e torcemos para o Inter", explicou Verissimo.

Quem foi ao show achando que Veríssimo é apenas um famoso escritor e colunista que gosta de tocar jazz nas horas vagas com os amigos, se enganou. O Jazz 6 provou que é profissional e que faz jazz verdadeiro, com técnica e, acima de tudo, com a alma.

O show começou com a bela Blues for Ig, do saxofonista Gary Campbell. Depois foi a vez de Four, de Miles Davis e Jon Hendricks, que também dá nome ao último cd do grupo. A bossa nova marcou presença em Samba de Verão, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle e A Rã, de João Donato.

O trompetista Fernando Rocha surpreendeu por sua versatilidade. Usava e abusava das surdinas e alternava entre o trompete e o flugelhorn em várias vertentes jazzísticas. Fosse na sublime Se eu quiser falar com Deus, de Gilberto Gil ou na empolgante Just Friends, de John Klenner, Fernando mostrou que é um dos grandes nomes do trompete no país.

Verissimo também não deixou para menos. Com o som suave e límpido de seu sax alto, o escritor-saxofonista instaurou um clima romântico no festival com a balada cool Tune Up, de Miles Davis, em um dos grandes momentos da apresentação.

O grupo fechou fechou a noite em grande estilo com o standard Caravan, de Duke Ellington e Juan Tizol, e nos presenciou em um bis com um belo swing reverenciando Benny Goodman, o grande homenageado do festival.

Sem dúvida, Jazz6 foi um dos melhores shows do ano de 2009. Que venham outros... JM!


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Copa Fest de 28 a 30 de agosto no Copacabana Palace


Nas décadas de 50 e 60, o Beco das Garrafas, em Copacabana, foi o cenário da renovação da música brasileira. Bares como Little Club, Bottle's e Bacará fervilhavam com o nascimento da bossa nova e do samba-jazz, que em pouco tempo sairiam do beco para ganhar o mundo. Mas o som que ecoava apenas entre os números 21 e 37 da Rua Duvivier era ouvido como barulho pela vizinhança, que protestava atirando garrafas do alto dos edifícios. Essa foi a inspiração para que Sérgio Porto batizasse o local como Beco das Garrafadas, depois abreviado para Beco das Garrafas.


O Copa Fest apresenta ao público de hoje uma proposta de imersão no som instrumental que se originou no Beco das Garrafas, reunindo artistas que lá tocaram como Paulinho Trompete, Paulo Moura, Sergio Barrozo, Osmar Milito e João Donato, com jovens músicos que reverenciam seus mestres e repertórios, dando novos contornos à música instrumental brasileira.

De 28 a 30 de agosto o Copacabana Palace abrirá seus salões com uma programação musical imperdível: duos, trios, bandas e DJs em uma celebração inédita da tradição e irreverência do som do Beco das Garrafas.



Confira a programação.


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25 de agosto de 2009

JazzMan! no Blog do Noblat




O dia de hoje começou com uma surpresa via Twitter:

Twitter do Noblat

E foi assim que descobrimos que estávamos no Blog do Noblat, no O Globo, como dica de blog que vale a pena acessar. Só podemos agradecer a vocês, leitores, pois a propaganda boca-a-boca (ou byte-a-byte, que seja) é a melhor prova do reconhecimento do nosso trabalho.

Pra quem quiser conferir: Blog do Noblat


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Show de Bob Wilber no Jazz Festival Brasil

Bob Wilber (centro) e banda no Jazz Festival Brasil

Por Leonardo Alcântara
Foto: Felipe Chevitarese

Ontem (24), eu tive a grande oportunidade e o prazer de acompanhar o show do veterano clarinetista Bob Wilber (EUA) e seu convidado, o vibrafonista Dany Doriz (Fra), na estréia do Jazz Festival Brasil, no Rio de Janeiro. Este ano o festival está homenageando o lendário clarinetista Benny Goodman, o“Rei do swing”, que completaria cem anos em 2009.

Acompanhado de uma banda que mesclava músicos jovens e veteranos, Bob Wilber encantou a platéia que encheu o belo teatro do SESC Ginástico para ouvir os grandes clássicos de Benny Goodman, com quem Wilber já se apresentou. Mesmo com 81 anos, o veterano clarinetista mostrou que o tempo não é problema para ele. Muito pelo contrário, a cada solo arrebatador, o músico era calorosamente aplaudido por uma platéia impressionada com sua vitalidade e domínio completo do palco. Wilber também mostrou ser um exímio músico de instrumentos de sopro, onde além do usual clarinete e do sax alto, também tocou intensamente um raro saxofone sopranino, o menor da família dos saxofones com um som agudo e potente.

No repertório, Wilber nos proporcionou uma verdadeira viagem, nos remetendo para a "era de ouro" do jazz, com músicas que fizeram de Benny Goodman o “Rei do swing”, incluindo East Of The Sun e Flying Home, fruto da parceria de Goodman com o vibrafonista Lionel Hampton.

A esposa de Wilber, a cantora Joanne Pug Horton, também participou e foi um show à parte. Com uma voz doce e jovial, a elegante e bem-humorada Joanne aqueceu ainda mais o show, com clássicos como It's bad for me e o standard Sunny side of the street, que também foi sucesso na voz de Peggy lee.

Wilber vai deixar saudades no público brasileiro, que foi presentiado com um bis do artista. Logo depois do show, numa entrevista exclusiva, ele me disse sentir muito carinho por nosso país. Essa entrevista você verá em breve, na inauguração do novo Blog JazzMan!. Aguardem! JM!

http://www.jazzfestivalbrasil.com.br/

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23 de agosto de 2009

SIZÃO MACHADO FALA SOBRE LUIZÃO MAIA

19 de agosto de 2009

Natália Arduino: 16ª edição do Prêmio Multishow


Ontem foi realizada mais uma edição, a décima sexta, do Prêmio Multishow. A maior diferença foi o local de realização. Esse ano não foi possível fazer no tradicional Theatro Municipal do Rio de Janeiro, como aconteceu nos últimos prêmios, devido às obras que estão sendo feitas e que só devem acabar em novembro de 2009. O evento acabou sendo realizado no Citibank Hall (antigo Metropolitan – ATL Hall – Claro Hall).

Fora a mudança de local, nada de muito diferente. Os ganhadores são os mesmos dos outros anos: artistas da moda, principalmente o pessoal do pop/emo. O som estava uma porcaria. Não conseguiram acertar em nenhum momento e foi uma luta para tentar prestar atenção no que era dito e cantado.

A cerimônia começou com a apresentação do Marcelo D2, Seu Jorge, Maria Gadú, Nina Becker e Roberta Sá. Em relação às cantoras, a participação ficou restrita a fazer “laialaiá”, o que achei uma falta de respeito com elas. A que menos conheço é a Maria Gadú, mas Nina Becker e Roberta Sá são ótimas cantoras e subir num palco para fazer apenas backing no refrão é meio revoltante, antes tivessem ido para ficarem apenas na platéia.

Os outros shows ficaram por conta de Zeca Pagodinho com Ivete Sangalo exibindo o barrigão de quase nove meses. Ana Cañas com Arnaldo Antunes, cantando Raul Seixas. Fresno, Strike e NX Zero, não tenho comentários para eles. Além de Pitty, Beto Lee, Roberto de Carvalho e Gilberto Gil na homenagem merecida a Rita Lee que recebeu o prêmio das mãos da netinha e ainda brincou, falando que preferia que o prêmio fosse em dinheiro para ajudar na cirurgia do braço, que estava com uma tipóia.

A quase gafe ficou por conta de Di Ferrero (do NX Zero) que por pouco não leu o nome do vencedor antes de apresentar os indicados. Acho que ele se inspirou no Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, que há dois anos cometeu esse equívoco e arrancou boas risadas.

Em relação aos ganhadores, destaque para melhor dvd de música que foi para Marisa Monte, por “Infinito ao meu redor”, super merecido. O Dvd é fantástico, muito bem feito e mostra os bastidores do show que rodou o mundo durante dois anos. Marisa ainda levou o prêmio de melhor cantora em que concorriam Ivete Sangalo, Roberta Sá, Vanessa da Mata e Ana Carolina.

O prêmio de melhor música ficou para Vanessa da Mata, por “Amado”, desbancando a comercial “Beijar na boca”, gravada por Claudia Leite, “Ainda gosto dela”, do Skank, “Não é proibido”, de Marisa Monte e “Desabafo”, de Marcelo D2. Segue abaixo a lista dos vencedores:

Melhor DVD de Música

“Infinito ao meu redor” – Marisa Monte

Melhor Instrumentista

Débora Teicher – Scracho

Melhor Clipe

“Ainda Gosto Dela” – Skank, direção Hugo Prata

Melhor show

“Multishow ao vivo – Capital Inicial”

Melhor CD

“Agora” – NX Zero

TV Zé

“Dalilla” (Ivete Sangalo) – Kadu Gauer

Revelação

Banda Cine

Melhor Música

“Amado” – Vanessa da Mata

Melhor Cantora

Marisa Monte

Melhor Cantor

Seu Jorge

Melhor Grupo

Fresno




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18 de agosto de 2009

Sétima edição do Jazz Festival Brasil será realizada em agosto

Maior evento do gênero do País comemora 100 apresentações e homenageia o jazzista Benny Goodman. Os shows acontecerão em Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, com músicos nacionais e internacionais



Belo Horizonte, julho de 2009 – O Jazz Festival Brasil chega à sétima edição trazendo, mais uma vez, grandes nomes nacionais e internacionais para uma série de shows, a serem realizados no período de 20 a 30 de agosto. No roteiro estão as cidades de Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Considerado o maior festival de jazz do País, o evento comemora, neste ano, 100 apresentações, com homenagem ao músico norte-americano Benny Goodman, o “Rei do swing”, que completaria cem anos em 2009.

Produzido pela Soltz Cultural/Cultura Livre, o Jazz Festival Brasil 2009 traz aos palcos brasileiros expoentes internacionais do gênero: Bob Wilber (EUA); Dany Doriz & The Cave Huchette Quartet (França); Gangbé Brass Band (África); Kristine Mills (EUA); Gunhild Carling & Band (Suécia) e Swiss Dixie College Band (Suiça). A grande atração nacional é o grupo do escritor Luis Fernando Veríssimo: Jazz 6. Ao contrário do que muitos imaginam, a música surgiu na vida de Veríssimo muito antes da literatura.

A programação fica a cargo da Soltz, juntamente com o diretor artístico do evento, Nik Payton, saxofonista respeitado no Brasil e no exterior, que hoje reside em BH. Com curadoria fiel ao jazz ”de raiz”, das décadas de 1920 a 1950, a escolha das bandas é guiada por um denominador comum: a excelência. É por isso que, durante sua trajetória, o festival já trouxe ao Brasil músicos como Duke Ellington Orchestra, Leroy Jones Quintet, Judy Carmichael, Bob Wilber, Ray Gelato Giants, Irakli and The Louis Ambassadors, Gunhild Carlind, Randy Sadke, Porteña Jazz Band, entre outros.

A pianista norte-americana Judy Carmichael, que participou do evento em 2007, comenta que todas as pessoas envolvidas com o Jazz Festival Brasil amam música e se importam, realmente, com a disseminação da cultura do jazz. “O evento proporciona uma maravilhosa experiência para o público e para os músicos. Todos o aproveitam ao máximo.” O saxofonista Michael Hashim lembra que participou dos maiores festivais de jazz do mundo como Montreux, New Orleans Jazz and Heritage, Newpot in New York, entre outros, e, por isso, se considera apto a afirmar que o Jazz Festival Brasil está entre eles. “Em termos de organização, qualidade dos equipamentos e seleção dos músicos, o evento conquistou seu espaço entre os mais excitantes tours de jazz”, afirma.

Música de todos

Leonardo Soltz, empresário e produtor do evento, explica que a proposta do Jazz Festival Brasil é disseminar o gênero no País. “Trata-se de um estilo musical que influenciou e influencia muitas gerações. Notamos que no Brasil existe uma inibição das pessoas em relação ao jazz, que é visto como um produto elitizado. Para desmistificar essa percepção, criamos um evento para romper com a falsa impressão de que o jazz é uma música para poucos, trazendo mestres da música internacional para se apresentarem no País com shows a preços acessíveis”, conta.

Exemplo da proposta do evento é a sessão gratuita no Grande Teatro do Palácio das Artes. A apresentação será realizada em um domingo, às 11h da manhã, simultaneamente à Feira de Artesanato da Afonso Pena.

O Jazz Festival Brasil também cumpre seu papel social. Desde a primeira edição, o evento convida crianças e idosos carentes para assistir às apresentações. “Com essa ação, mostramos aos jovens um caminho que eles poderão seguir futuramente e contribuímos com a preservação da dignidade dos idosos. Eles assistem aos shows, visitam o camarim para conversar com os artistas e se emocionam com as apresentações”, diz Soltz. Até a sexta edição, a produção já levou mil convidados, somando o público infantil e o idoso.

Ano da França no Brasil

Por meio da participação de Dany Doriz & The Cave Huchette Quartet e Gangbé Brass Band, o Jazz Festival Brasil integra a programação do Ano da França no Brasil, que tem como objetivo apresentar ao público a rica variedade cultural da França contemporânea. De acordo com Sylvie Debs, adida de cooperação e de ação cultural da França em Belo Horizonte, a música, seja clássica ou folclórica, mexe com a emoção das pessoas. “A França é um país que mostra a força das misturas culturais. E trazendo uma banda que reúne instrumentos de sopro com tambores, como é o caso da Gangbé, podemos apresentar ao público a França mestiça, a França africana. É uma oportunidade de fugir dos padrões clássicos e apresentar o novo. Além disso, o festival vai aproximar o público do jazz, gênero muito querido na França, que realiza importantes festivais como o de Nice e de Marciac”, conta.

Expoentes do jazz

Bob Wilber – EUA

Uma das estrelas da edição 2009 é Bob Wilber, músico norte-americano de 81 anos, que traz na bagagem a experiência de ter tocado com as maiores bandas da “era de ouro” desse estilo musical. É considerado um dos melhores do mundo no clarinete e no saxofone. Bob virá ao Brasil acompanhado de sua esposa, a cantora Joanne Pug Horton, e do músico Dany Doriz, com os quais vai tocar o repertório consagrado por Benny Goodman – com quem já se apresentou.

O artista nasceu em Nova Iorque e estudou com o lendário Sydney Bechet. Entre uma apresentação e outra, foi diretor musical da Smithsonian Jazz Repertory Ensemble e realizou muitas trilhas sonoras para o cinema. A mais famosa foi a recriação da música de Duke Ellington para o filme The Cotton Club, produção que lhe rendeu um Grammy. Nos últimos anos, desenvolve parceria com o Wynton Marsalis e a Lincoln Center Jazz Orchestra.

Admirador da bossa-nova, Wilber tocou no Brasil na década de 1970, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em 2005, a convite de Nick Payton, seu ex-aluno, integrou a programação do Jazz Festival Brasil com apresentações em Belo Horizonte e Brasília.

Dany Doriz & The Cave Huchette Quartet – França

Considerado o ”filho espiritual” de Lionel Hampton, uma das realezas do jazz, Dany Doriz chega ao Brasil com uma formação que reúne os melhores músicos de Paris: Philippe Duchemin (piano), Daniel Haider (violão), Jean-Luc Arramy (contrabaixo) e Guillaume Nouaux (bateria).

Diretor musical do reconhecido clube parisiense Caveau de la Huchette, onde regularmente se apresenta com casa lotada, Dany começou a estudar música clássica tocando piano e saxofone. Aos 16 anos, iniciou-se no vibrafone, hoje sua especialidade.

Apoiado por dois renomados músicos, Stephane Grappelli e Memphis Slim, Dany fez uma turnê na França com muita aclamação. Em 1975, ele conheceu Lionel Hampton. Os músicos inciaram uma grande amizade, que resultou em várias turnês europeias de Dany com a banda de Hampton. Entre os grandes nomes com os quais já se apresentou estão Bill Coleman, Ray Bryant, Cat Anderson, Milt Buckner, Hal Singer, Illinois Jacquet, Al Grey, Harry “Sweets” Edison, Benny Bailey, Arnett Cobb, Clark Terry, Red Holloway, Buster Cooper, Butch Miles, Wild Bill Davis e Eddie Jones.

Kristine Mills - EUA

Vocalista da Duke Ellington Orchestra, Kristine Mills chega ao Jazz Festival Brasil para apresentar ao público o motivo de ter conquistado o título de “Melhor vocalista feminina do Houston Press Music Awards 2009”. Descrita como uma artista que nasceu para cantar, ela tem impressionado plateias e críticos de música internacionais com seu repertório variado, valentia vocal e domínio de diversas línguas, desde que começou sua carreira profissional, no início dos anos 90. Desde então, Kristine vem se destacando em diversas performances de jazz.

A cantora esteve no Brasil em 2007 na turnê da Duke Ellington Orchestra com shows no Rio de Janeiro e São Paulo. Ela também subiu aos palcos com seletos membros da orquestra durante a 50ª Celebração do Jubileu, em Chicago.

A Duke Ellington Orchestra foi fundada por Edward Kennedy Ellington, considerado por muitos o maior compositor americano de todos os tempos. Desde os anos 20, quando se consagrou no Cotton Club, em Nova Iorque, até a década de 70, Duke registrou mais de 1500 composições e se tornou um modelo a se seguir. Hoje o legado do maestro e mestre Duke Ellington é levado adiante pelo seu neto, Paul Mercer Ellington, saxofonista e bandleader da The Duke Ellington Orchestra, que carrega consigo a voz de Kristine Mills.

Curiosidade: em maio de 2009 a cantora gravou o CD Bossanovafied, uma coletânea de suas canções originais, arranjadas no clássico estilo Bossa Nova, no Rio de Janeiro.

Gangbé Brass Band – África/França

Em 1994, oito jovens músicos de jazz de Cotonou-Benin, ex-colônia francesa localizada no oeste da África, se juntaram para criar uma banda que misturasse o jazz com a música tradicional de Benin, dando origem ao grupo Gangbé Brass Band. Essa será a estreia da banda no Brasil, trazendo para o público uma música diferente, mas no ritmo que teve sua origem junto aos trabalhadores negros.

“Gangbé” significa ”som de metal” em fon, umas das línguas de Benin, e faz referência tanto aos instrumentos de sopro (saxes, trompetes, trombones) como às percussões utilizadas pelo grupo. Como Benin faz fronteira com a Nigéria, sua música herda não somente a polifonia das fanfarras e do jazz, como também as mesmas fontes musicais que alimentaram o afrobeat e os ritmos religiosos vodu. O prazer da banda está em animar a plateia e não deixar ninguém parado.

Em 1999, a Gangbé Brass Band começou uma turnê pelos quatro cantos do mundo e, depois de vários títulos internacionais que premiaram a peculiaridade de seu jazz, acertou com o governo da França a participação no Ano da França no Brasil, na turnê do Jazz Festival Brasil em 2009.

Gunhild Carling & Band - Suécia

A multi-instrumentista sueca Gunhild Carling tem no jazz sua grande paixão. Ela começou a fazer apresentações ainda criança em festivais e programas de TV com a Carling Family, banda de jazzistas composta por seus pais e irmãos, com a qual gravou dois álbuns.

O trombone e o trompete são os principais instrumentos da artista, mas ela também toca flauta, gaita, piano e harpa. Sua sonoridade flerta com o blues quando introduz o bagpipe ou a harmônica (gaita) à sua música. Carling leva a plateia ao delírio quando toca, simultaneamente, três trompetes. A inspiração vem do universo das vaudevilles da década de 1920, e as apresentações são bem humoradas, cheias de charme e energia, além de terem muita interação com o público.

Carling já se apresentou pelo mundo ao lado de nomes como Count Basie Orchestra, Harlem Jazz & Blues Band, Toots Thieleman e Papa Bue and his Viking Jazzband.


Luis Fernando Veríssimo e Jazz 6 - Brasil

Criado em 1995, por iniciativa do contrabaixista Jorge Gerhardt, o grupo Jazz 6 é o menor sexteto do mundo, com apenas cinco integrantes. Quatro deles, músicos profissionais. O quinto integrante é nada mais do que Luis Fernando Veríssimo, um dos escritores mais queridos do País.

Mais conhecido por suas crônicas e textos de humor publicados diariamente em vários jornais brasileiros, Veríssimo é também cartunista e tradutor, além de roteirista de televisão, dramaturgo e romancista. Nascido e criado em Porto Alegre, Luis Fernando viveu parte de sua infância e adolescência nos Estados Unidos, entre as cidades de São Francisco, Los Angeles e Washington. No período em que viveu na capital americana, Veríssimo desenvolveu sua paixão pelo jazz. Começou a estudar saxofone e, em frequentes viagens a Nova Iorque, assistiu a espetáculos dos maiores músicos da época, inclusive Charlie Parker e Dizzy Gillespie.

Anos depois, a partir do gosto comum de Veríssimo e Gerhardt pelo jazz e pela bossa-nova, surgiu a ideia de formar um conjunto. Eles compartilham sua emoção com Luiz Fernando Rocha no trompete e flugelhorn; Adão Pinheiro no piano; Gilberto Lima na bateria. E surpreendem pelo improviso e pela desenvoltura ao mesclar o estilo jazzístico ao balanço brasileiro.

O grupo acredita que o jazz norte-americano e a música brasileira dos anos 1960 são gêneros parecidos e a integração entre os dois resulta em “uma mistura de muito bom tom”. Veríssimo aprendeu a gostar do jazz quando, aos 16 anos, foi morar com os pais em Washington. Uma vez no país do estilo nascido em Nova Orleands, queria mesmo era aprender a tocar trompete como o ídolo Louis Armstrong. Mas acabou caindo no sax alto, porque na escola em que se matriculou só havia um instrumento para empréstimo. Como nas letras, a música também “foi por acaso”.

Benny Goodman: Rei do Swing

Homenageado na sétima edição do Jazz Festival Brasil, Benny Goodman completaria 100 anos em 2009. Trata-se de um dos mais importantes jazzistas da história, que influenciou gerações com seu jeito singular de tocar. Além de “Rei do Swing”, era também conhecido como "Patriarca da Clarineta", "O Professor" e "Mestre do Swing".

Sua história com o jazz começou com 10 anos: seu pai o inscreveu em aulas de música na sua cidade natal, Chicago (EUA). Um ano depois, ingressou na banda de garotos da casa de caridade de Janes Addams, onde recebeu lições do diretor James Sylvester. Foi aí que Benny começou a ter aulas de clarineta com o professor Franz Schoepp. Menino prodígio, fez a primeira apresentação aos 12 anos, no Teatro Central Park de Chicago, e logo passou a tocar com músicos adultos. Aos 16 anos, juntou-se à banda do baterista Ben Pollack, fundada dois anos antes, e com ela fez seu primeiro disco, A Jazz Holiday.

No início dos anos 1930, passou a participar de gravações com diversos grupos de jazz até poder formar a própria orquestra em 1934, primeiro grupo do gênero composto por músicos brancos e negros. Em janeiro de 1938, Benny Goodman e seu grupo foram consagrados em um histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova Iorque. Daí sua clarineta e orquestra começaram a ser requisitadas pelo cinema, com participação em filmes como Folia a Bordo (1937), Noivas de Tio Sam (1943), Música, Maestro (1946), entre outros. Benny Goodman é considerado um dos responsáveis por romper preconceitos raciais ao aproximar a música negra de plateias jovens e brancas. Entre seus mais de 30 discos também estão Sing, Sing, Sing; Carnegie Hall Concert; Benny in Brussels; Bill Dodge All-Star Recording.

Jazz Festival Brasil

Idealizado pela Soltz Cultural/Cultura Livre, o Jazz Festival Brasil tem como objetivo disseminar o jazz no País, mostrando que o gênero pode ser apreciado por todos os públicos. O projeto nasceu em Belo Horizonte, no ano de 2001, como o nome Jazz Gerais. Já na primeira edição foi sucesso de público e crítica. Em 2005, por meio das Leis de Incentivo à Cultura Estadual e Federal, ultrapassou as fronteiras de Minas e conquistou os palcos de Brasília, passando a chamar-se Jazz Festival Brasil. No ano seguinte, mais quatro cidades entraram no roteiro: Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, comprovando que o jazz é um estilo apreciado em todo o Brasil. Com tamanho sucesso, em 2007, o Jazz Festival Brasil seguiu também para Aracaju, Belém, Tiradentes e Araxá.

Os resultados comprovam que a organização conseguiu alcançar seus objetivos. Ao todo, foram mais de 20 atrações internacionais, 100 apresentações, público total de cerca de 30 mil pessoas, além de dez instituições e projetos sociais beneficiados.

Os curadores

Leonardo Soltz

Diretor e presidente da Soltz Cultural/Cultura Livre, é formado em Administração de Empresas e Comércio Exterior, especializou-se em Marketing Educacional, Planejamento Estratégico e Franchising. Pela Fundação João Pinheiro, cursou uma extensão de Altos Estudos, formando-se como Agente Multiplicador de Políticas Públicas do Estado de Minas Gerais.

Atua no setor cultural e de comunicação há mais de 20 anos. Nesse período, idealizou e realizou inúmeros shows de gêneros musicais como choro, MPB, serestas e música sertaneja. Coordenou e produziu eventos e projetos como as mostras internacionais de Miró, Picasso e Gaudí, na galeria do Palácio das Artes, Belo Horizonte; Turma do Cabralzinho, projeto de educação e entretenimento para públicos infantis; esteve à frente do grupo que trabalhou na efeméride dos 50 anos da Bossa Nova no Brasil, Chega de Saudade. Desde 2001 atua como produtor cultural e empresário do Jazz Festival Brasil.

Nik Payton

Nascido na Inglaterra, aos 15 anos tornou-se aluno do grande saxofonista e clarinetista americano Bob Wilber. Aos 16, participou de sua primeira turnê nos Estados Unidos com a banda de Wilber. Formou junto a outros grandes nomes o grupo The Charleston Chasers, um dos mais conhecidos na Europa. Tocou também com o Pasadena Roof Orchestra por mais de 7 anos. Em 2000, Nik foi convidado a excursionar pelo Reino Unido com a Duke Ellington Orchestra, nesta época sob o comando de Paul Mercer Ellington, neto de Duke. Participou como convidado na gravação de trilhas sonoras, entre elas dos filmes brasileiros Olga e Filhos do Vento, ambos a convite de Marcus Vianna. Na Soltz Cultural/Cultura Livre, atua como diretor artístico do Jazz Festival Brasil.

Patrocínio Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a sétima edição do Jazz Festival Brasil conta com o patrocínio da Oi, Banco BMG, Vilma Alimentos e Fidens.

Serviço
Jazz Festival Brasil
Data: Rio de Janeiro – 24 a 26 de agosto
Horário: 19:30
Teatro SESC Ginástico
Av. Graça Aranha 187
Horário de venda de ingressos ter a dom de 13:00 as 20:00 hs
A partir de 18 de agosto
Preços:
R$ 30,00 inteira
R$ 15,00 meia
Informações: (21) 2226-5219 Produção
Bilheteria: (21) 2279-4027
Programação :

24 de agosto (segunda)- Bob Wilber (EUA) / Dany Doriz (Fra)
25 de agosto (terça) – Jazz 6 (Bra) + Convidados
26 de agosto (quarta) – Kristine Mills (EUA) / Gangbé (Afr)



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17 de agosto de 2009

Idriss Boudrioua Base e Brass no Teatro da UFF

Septeto de jazz se apresenta pela primeira vez em Niterói com participação dos saxofonistas Marcelo Martins e Zé Canuto



Idriss Boudrioua Base e Brass se apresenta, pela primeira vez em Niterói, com o melhor do jazz brasileiro e internacional e as participações especiais dos saxofonistas Marcelo Martins e Zé Canuto, na terça-feira, dia 18 de agosto, às 20h, no Teatro da UFF, em Icaraí. Com uma formação compacta que reproduz a sonoridade das big bands, o Base e Brass (que significa base e sopros) conta nos metais com Idriss Boudrioua (sax alto), Thiago Ferté (sax tenor), Henrique Band (sax barítono) e Altair Martins (trompete e flugelhorn). Na base, Sergio Barrozo (contrabaixo), Vítor Gonçalves (piano) e Rafael Barata (bateria).

No repertório estão músicas do primeiro CD do grupo, sendo o sétimo de Idriss Boudrioua, em que ele homenageia o saxofonista americano Phil Woods, instrumentista que influenciou uma geração de músicos. Entre elas, “Trois Ami`s Blues”, “Bop for Me”, e “Playing for Canuto”, todas compostas por Idriss Boudrioua, além de “Vivo Sonhando”, de Tom Jobim; e “Waltz for Phil”, de Victor Assis Brasil, entre outras.

Consagrado pelo público e pela crítica como um dos melhores instrumentistas do país, o saxofonista Idriss Boudrioua é um francês de alma brasileira. Desde que chegou ao Brasil, em 1982, sabia que era aqui que passaria muitos anos da sua vida. Além de ser um dos restauradores de saxofone mais requisitados do país, Idriss tem sete álbuns gravados e é reconhecido como um dos principais nomes do cenário musical. Já dividiu o palco e o estúdio com grandes personalidades da música brasileira e internacional como Tom Jobim, Djavan, Johnny Alf, Chico Buarque, Rosa Passos, Michel Legrand, Jean Pierre Mas, Eric Seva, Fátima Guedes, Leny Andrade, Joanna, entre outros.

Altair Martins e Henrique Band tocaram e gravaram com grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Gilberto Gil e Ed Motta. Altair participou ainda de orquestras com o maestro Cipó e Agostinho Silva, fez turnês com os Titãs (Acústico 1), Alcione e Emílio Santiago e já gravou mais de 400 CDs com outros artistas da MPB. Já o saxofonista Henrique Band trabalhou com Michel Legrand, Wagner Tiso e Jacques Morelembaum e deixou seus solos em mais de 150 CDs de artistas e grupos consagrados, entres eles, Caetano Veloso, João Donato e Barão Vermelho.

O saxofonista Thiago Ferté se especializou em Jazz Performance no Conservatoire de Montreuil em Paris. Trabalhou com Paulinho Trompete, Renato Massa, Márcio Hallack, o cantor José Augusto e Big Joe Manfra, com quem gravou o primeiro DVD de blues nacional. Neto do pianista e compositor Joaquim Antonio Barrozo Netto, Sergio Barrozo é uma lenda viva da música brasileira. Ele acompanhou toda a geração bossa nova, formada por Vinícius de Moraes, Nara Leão, Maysa, Roberto Menescal, Elis Regina, Marcos Valle e muitos outros.

No currículo do Rafael Barata estão nomes como Rosa Passos, Edu Lobo, Zizi Possi, Osmar Milito, Durval Ferreira, Alan Fougeret, Zezé Motta, Emílio Santiago, Ney Matogrosso, Zé Renato, Hermeto Pascoal, entre outros. O pianista Vítor Gonçalves gravou com o trombonista Vittor Santos e com o grupo instrumental Xekere. Entre seus últimos trabalhos, participou de shows de Elza Soares, Hermeto Pascoal e do musical "Sete" de Ed Motta e Claudio Botelho. Vítor é também um dos integrantes da "Itiberê Orquestra Família", grupo de música instrumental liderado por Itiberê Zwarg, baixista de Hermeto Pascoal.

SERVIÇO
Idriss Boudriua Base e Brass
Participação especial: Marcelo Martins e Zé Canuto
Teatro da UFF
Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí
Telefone: 2629-5020/ 2629-5008
Terça-feira, dia 18 de agosto, às 20h
Ingressos: R$ 20
(meia-entrada para estudantes, funcionários da UFF e maiores de 60 anos)
Classificação etária: livre

Informações: http://www.centrodeartes.uff.br

Produção e assessoria de imprensa:
Maria Beatriz Fafiães (2625-6586/ 9746-4146)

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13 de agosto de 2009

RJ - Wagner Tiso no Centro Cultural Cartola

Clique nas imagens para ampliá-las.

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4 de agosto de 2009

RICHARD BONA E BOBBY MCFERRIN IMPROVISANDO

3 de agosto de 2009

RJ - Encontros Moviola

A partir desta quinta-feira (06/08), será dado início à série "ENCONTROS MOVIOLA". São eventos gratuitos (mas é necessário fazer reserva), com a presença de escritores, roteiristas e diretores num bate papo informal, abordando diferentes temas.

Mais informações em www.moviolalivraria.com.br

Ainda em agosto: CURSOS na Moviola!
Grade completa e demais informações em http://www.moviolalivraria.com.br/cursos.html

Lembrando que clientes cadastrados, têm 10% de desconto na inscrição para os cursos.


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29 de julho de 2009

RJ - Hamilton de Holanda Quinteto no BNDES

O Hamilton de Holanda Quinteto vem se apresentando em diversos eventos e festivais de grande importância, no Brasil e no exterior, dividindo o palco com Maria Bethânia, Djavan, Ivan Lins, João Bosco, John Paul Jones (Led Zepelin), além de uma noite singular com os músicos do "Buena Vista Social Club". Em 2007, foi o grupo musical brasileiro mais premiado, sendo indicado duas vezes para o Grammy. Seu último trabalho, "Brasilianos 2" (2008), é totalmente autoral, tido como a continuação do manifesto cultural pela acessibilidade do grande público à música contemporânea brasileira. A música que o Quinteto faz é uma síntese de diversas influências de gêneros musicais, como o jazz, o choro, o samba, a bossa e até o rock. Hamilton de Holanda foi recentemente premiado na categoria de Melhor Solista no Prêmio da Música Brasileira 2009.

Hamilton se apresentará com seu Quinteto amanhã (30) no auditório do BNDES. A entrada é franca, com distribuição de senhas a partir das 18h.

Ficha Técnica
Hamilton de Holanda: bandolim de 10 cordas
André Vasconcellos: baixo
Daniel Santiago: violão
Gabriel Grossi: harmonica
Xande Figueiredo: Bateria

SERVIÇO
HAMILTON DE HOLANDA QUINTETO
Data: 30/07 (quinta-feira)
Horário: 19h (distribuição de senhas a partir das 18h)
Local: Auditório do BNDES (Av. República do Chile nº100 - Centro, Rio de Janeiro - RJ)
ENTRADA FRANCA


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20 de julho de 2009

MG: Ibitipoca Jazz Festival 2009

Comemorando os 10 anos de "vida", nos próximos dias 24 e 25 de Julho o Ibitipoca Jazz Festival receberá a cantora francesa Manu Le Prince, o pianista Marvio Ciribelli, o violonista Mauro Costa Jr e o percussionista Jakaré, a cantora americana Greta Bro, o trio Azymuth, o percussionista gaúcho radicado nos EUA Ricardo Frota e o percussionista francês Cyril Hernandes.

Conhecida nacionalmente pelo seu Parque Estadual com penhascos, cachoeiras, grutas e imensas trilhas, há 10 anos, sempre no último final de semana de julho, o distrito da cidade mineira Lima Duarte se transforma em "capital nacional do Jazz". O evento, idealizado pelo compositor e violonista de Juiz de Fora (MG) Hérmanes Abreu, sempre acontece no "Serra de Ibitipoca Hotel e Lazer", situado entre a vila de Conceição de Ibitipoca e o Parque Estadual.

"Temos a preocupação de unir o turismo ecológico à cultura, através da música, por isso escolhemos Ibitipoca", diz Hérmanes. "Aqui reunimos grandes nomes da música nacional e internacional, em dias de música de alta qualidade".

Programação

Na sexta (24), o próprio Hérmanes Abreu abre o festival, ao lado dos percussionistas Ricardo Frota e Cyril Hernandes. O show contará com a participação das crianças do projeto "Ecologia do som".

Em seguida subirá ao palco, o pianista Marvio Ciribelli, que tem marcado presença em todas as edições do festival tanto apresentando seu próprio trabalho quanto recebendo convidados especiais. Nesta primeira noite do evento, Marvio receberá a cantora francesa Manu Le Prince, que vai prestar uma homenagem a Cole Porter. Com eles estarão o baterista Paulo Diniz e o contrabaixista André Rodrigues.

Fechando a primeira noite do evento, o percussionista Jakaré apresenta seu trabalho baseado em ritmos brasileiros como xote, coco, calango e mineiro-pau. Com Jakaré, estarão o sanfoneiro Tadeu, o baixista Hugo e o baterista Waltenir Estevão.

No sábado (25), o festival começa com a apresentação da cantora americana Greta Bro, que será acompanhada pelo grupo de Hérmanes Abreu.

Em seguida, será a vez do grupo brasileiro Azymuth, formado por Alex Malheiros (baixo), Mamão (bateria) e José Roberto Bertrami (teclados). O Azymuth tem mais de 30 discos gravados no exterior e é um dos grupos brasileiros mais respeitados nos Estados Unidos, Europa e Japão.

O festival se encerrará novamente com Marvio Ciribelli em parceria com o violonista Mauro Costa Jr. O show terá ainda a participação do baixista Juliano Cândido e do baterista Flavinho Santos.

Serviço
Ibitipoca Jazz Festival - Edição 2009
Data: 24 e 25 de julho (sexta e sábado)
Horário: 21h30min
Local: Serra do Ibitipoca Hotel & Lazer
Endereço: Fazenda Tanque - Conceição de Ibitipoca Lima Duarte. MG
Informações: (32) 3214-7389 - Site: www.ibitipocajazzfest.com.br
Ingressos: De R$ 30,00 a R$ 50,00


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14 de julho de 2009

Tiê e seu doce jardim musical

Foto: Divulgação

Quando o Lucas me convidou pra ir ao pocket show da Tiê, na Modern Sound, eu não sabia bem o que esperar, mas como em matéria de música já sou meio "me chama que eu vou" e também confio no gosto dele, fui conferir.

Não me arrependi. Primeiro por causa do ambiente: os shows na Modern Sound são feitos num bistrô muito aconchegante, e ainda dá pra ficar xeretando os CDs de lá enquanto esperava o início. Depois, pela companhia: Lucas é meu amigo de longa data, paraense turistando pelo Rio; Geo é minha "irmã" cinéfila; e a amizade nova, Lorena, brasileira multi-estadual como eu. E, não podia deixar de ser, Tiê: discípula de Toquinho, com quem cantou por dois anos, trabalho autoral, letras auto-biográficas mas que fazem a gente pensar na nossa vida também e uma voz... Tom aveludado, pétala de rosa, mais parecia um carinho...

Neste show ela assinou o contrato com a Warner Music e foi oferecido champagne pra platéia, para juntos todos brindarmos à cantora. Depois das borbulhas, o encantamento com o doce jardim low-fi que ela nos proporciona. O álbum "Sweet Jardim" foi produzido e dirigido pelo DJ e músico carioca Plínio Profeta, que tocou guitarra no show, e conta com participações de Toquinho e de novos músicos paulistas como Tulipa Ruiz, Tatá Aeroplano, Gianni Dias, Nana Rizinni e Thiago Pethit.

Além do trabalho autoral, a moça deu uma canja de um hit infantil dos anos 80, "Se Enamora", do Balão Mágico, e pra completar encerrou com uma versão bem inusitada de "I'm Too Sexy" (Right Said Fred).

Confiram "Aula de Francês", que pra mim poderia ter sido o bis do show:



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13 de julho de 2009

Inverno no Sul



“LOUCOS PARA VIVER, LOUCOS PARA FALAR, LOUCOS PARA SEREM SALVOS...”

Loucos, loucos por jazz e blues...

Na mesma noite, curti Lampshade na esquina da Fillmore com a Geary. Lampshade é um negrão que entra nos saloons musicais de Frisco com casaco, chapéu e cachecol e salta para o palco e começa a cantar; as veias se dilatam em sua testa; ele se retorce e geme um blues desesperado com cada músculo de sua alma. Enquanto cantava, gritava às pessoas: "Não é preciso morrer para ir ao paraíso, comece com Doutor Pepper e termine com uísque". Sua voz ribomba por tudo. Faz caretas, se contorce, faz de tudo. Veio até nossa mesa, se inclinou e disse: "Yes!" Depois cambaleou para a rua e foi para outro saloon. E há também Connie Jordan, um maluco que canta e sacode os braços e termina salpicando todo mundo de suor e chutando o microfone e gritando feito mulher, e mais tarde pode-se encontrá-lo exausto, ouvindo loucas sessões de jazz no Jamson's Nook, com olhões redondos e ombros caídos, um olhar meio abobalhado, perdido no espaço, e um drink à sua frente.

KEROUAC, Jack. On the road: Pé na estrada. Porto Alegre: L&PM, 2008. p.221

* * *

George Shearing, o grande pianista de jazz, Dean falou, era exatamente como Rollo Greb. Dean e eu fomos assistir Shearing no Birdland no meio deste fim de semana longo e louco. O lugar estava às moscas, éramos os primeiros fregueses, às dez da noite. Shearing apareceu, cego, com alguém o conduzindo pela mão até o piano. Era um inglês distinto e bem-apessoado, com o colarinho branco duro, levemente rechonchudo, loiro, envolto por uma suave brisa noturna de verão inglês que se tornou evidente no primeiro número suave e murmurante que ele executou, enquanto o baixista se curvava reverencialmente para ele marcando o ritmo. Denzil Best, o baterista, permanecia sentado e imóvel, exceto pelo pulso batendo as vassouras. E Shearing deu início ao embalo; um sorriso aflorava de seu rosto extasiado; ele começou a suingar no banquinho do piano, para frente e para trás, de início lentamente até que o ritmo esquentou e ele começou a balançar mais rápido, seu pé esquerdo marcando o ritmo de cada batida, seu pescoço começou a acompanhar tortuosamente, e ele baixava o rosto até as teclas, jogava o cabelo para trás, seu penteado se desmanchou, e ele começou a suar. A música esquentou. O baixista se curvava surrando as cordas, mais e mais rápido, quer dizer, parecia ir cada vez mais rápido, só isso. Shearing começou a tocar seus acordes; eles ressoavam a cântaros para for a de seu piano em tons incrivelmente suntuosos. Você chegava a pensar que o homem não conseguiria alinhá-los. Eles deixavam o somo rolar e rolar, como ondas do mar. A rapaziada gritava “Vai” pra ele. Dean estava todo suado, o suor escorria pela sua gola. “Aí está ele! Ele é esse aí! O Pai de Todos! Shearing é o Pai de Todos! Só é! Sim, é ele!” E Shearing já percebera o louco às suas costas, podia ouvir cada uma das exclamações e sussurros de Dean, não podia vê-lo, mas podia senti-lo. “É isso aí”, disse Dean. “Legal!” Shearing sorriu; ele balançava. Shearing levantou-se do piano, suando em bicas; esses eram seus grandes dias de 1949, antes de ele ficar frio e comercial. Quando ele se foi, Dean apontou para o banco desocupado do piano. “O trono vazio de Deus”, disse. Sobre o piano repousava um trompete; sua sombra dourada provocava um estranho reflexo na direção da caravana do deserto pintada na parede, atrás da bateria. Deus se fora, restara o silêncio de sua retirada.

Idem, ibidem. p.166-164

* * *

Bandos de negros entravam no bar aos trombolhões, tropeçando uns nos outros para chegar lá. “Segura as pontas, rapaz!”, berrou um sujeito com voz de alarme de nevoeiro, e depois soltou um urro que deve ter sido ouvido até em Sacramento, ah-haa! “Uau”, disse Dean. E alisava o peito, a barriga; o suor saltava de sua cara. Bum-bum, tica-bum, aquele baterista estava soterrando sua bateria e mantinha o ritmo flutuando no ar fumacento da sala com a força assassina de suas baquetas, tica-bum! Um gordão pulava no tablado, fazendo-o vergar e ranger. “Iiiu!” O pianista apenas triturava o teclado com as mãos em garra e acordes fortuitos, lançados nos intervalos em que o incrível sax-tenor tomava fôlego para outra explosão – acordes chineses que faziam o piano estremecer inteiro; o madeirame,
nhec; as cordas, boing! O saxofonista saltou do tablado e se misturou ao público, soprando como um louco; seu chapéu estava caído sobre os olhos, alguém arrumou pra ele. Ele pulou de volta para o palco marcando o ritmo com o pé e soprando uma nota rouca, áspera, ferina, e tomou fôlego, e ergue o sax e sopra ainda mais forte mantendo o som suspenso sobre cabeças inquietas. Dean estava exatamente à frente dele com a cara quase enfiada dentro da boca do sax, batendo palmas, pingando suor nas chaves do sax, e o cara percebeu e gargalhou com o sax, uma longa, louca trepidante gargalhada musical, e todos os demais riram e requebraram e balançaram os quadris e finalmente o saxofonista decidiu explodir com tudo, dobrando-se inteiramente e mantendo um dó suspenso no ar por um longo, longo tempo, enquanto todos enlouqueciam e os gritos aumentavam mais e mais e eu pensava que a polícia mais cedo ou mais tarde invadiria o bar, vindo em grupo da delegacia mais próxima. Dean estava em transe. Os olhos do saxofonista estavam pregados nele. Afinal, ali à sua frente estava um maluco que não apenas entendia tudo aquilo como também se interessava e queria entender mais, muito mais do que o que estava acontecendo naquele instante; e, assim, duelaram; uma cascata sonora jorrava daquele sax; não eram mais simples frases musicais, mas gritos, bramidos, uivos, gemidos, “Boohh”, baixando para “Biihi!”e voltando a subir até “Hiiii”, retinindo, tilintando, ecoando em sons laterais de um sax incontrolável. Ele fez de tudo, tocou inclinado para cima, para baixo, para os lados, de ponta cabeça, na horizontal, torto, e finalmente caiu duro nos braços de alguém, desistindo; todos se acotovelaram em torno do palco e gritaram: “Yes! Yes! Ele conseguiu!”.

Idem, ibidem. p. 243-244


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7 de julho de 2009

Anima Mundi 2009 reflete o bom momento do mercado de animação nacional

Um dos três maiores eventos do setor no mundo, festival reúne 400 filmes, forum de debates, convidados internacionais, oficinas e workshop no Rio e em São Paulo


Editais, linhas especiais de financiamento, acordos e parcerias internacionais dão o tom do atual momento da animação brasileira. Nunca se produziu tanto por aqui e a proeza em muito se deve ao Anima Mundi, hoje um dos três maiores eventos do setor no mundo. Criado em 1993 por Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, o festival se tornou responsável por popularizar e incentivar o cinema de animação no Brasil, com fóruns de debates, encontros, palestras, oficinas e a aguardada mostra de filmes, com um panorama da produção mundial. A manutenção do festival por tanto tempo é possível graças ao patrocínio da Petrobras, que há 12 anos é parceira do evento.


A 17ª edição do Anima Mundi acontece entre 10 e 19 de julho no Rio de Janeiro (Centro Cultural Banco do Brasil, Casa França Brasil, Odeon BR, Oi Futuro e Estação Botafogo) e em São Paulo, de 22 a 26 de julho, no Memorial da América Latina. Ao todo, foram selecionados 401 filmes de 40 países, que se dividirão em quatro mostras competitivas (de longas-metragens, curtas, Infantil e Portfólio) e quatro não-competitivas (Animação em Curso, Futuro Animador e Panorama de curta e longa).


O festival comemora ainda os dez anos do concurso Anima Mundi Web, com animações feitas exclusivamente para a internet, e o pioneiro Anima Mundi Celular, que completa cinco anos, e pelo segundo ano conta com o patrocínio da Oi.


Para a edição 2009, o Anima Mundi recebeu quase 1300 inscrições de curtas-metragens de animação enviados de todas as partes do mundo. Depois do Brasil – que comparece com 66 filmesFrança (56), Reino Unido (47), Estados Unidos (46) e Alemanha (24) foram os campeões de seleção, que ainda conta com filmes vindos de lugares como Ucrânia, Taiwan, República Tcheca, Moçambique, Letônia, Eslováquia e Croácia.


Fora das salas de cinema, as tradicionais oficinas (de técnicas como pixilation, massinha, areia, desenho) continuam a divertir crianças e adultos, travando o primeiro contato com a animação entre a maioria dos participantes. Os encontros do Papo Animado também prometem repetir o sucesso de anos anteriores com três convidados especiais: o estoniano Priit Pärn, o francês Michel Ocelot e o animador/pesquisador americano Amid Amidi.


Um encontro com animadores do estúdio Laika revelará os detalhes de produção do longa ‘Coraline’, exibido com sucesso nos cinemas no início deste ano. Responsável pelo workshop deste ano, Mike Cachuela participará da apresentação, que contará ainda com os bonecos usados na produção e um making of inédito.



Anima Forum reflete sobre o conteúdo de séries de TV


Desde a primeira edição, o Anima Mundi sempre foi o ponto de encontro entre animadores brasileiros. A própria Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), hoje muito atuante, teve seu embrião em uma das reuniões do evento. Se no início eram assembléias improvisadas, hoje o festival recebe a quarta edição do Anima Forum, que pela primeira vez acontece no Rio de Janeiro, entre 15 e 18 de julho no Teatro II do CCBB.


Com patrocínio do BNDES, o fórum contará com quatro mesas de debate, com profissionais vindos ao Brasil especialmente para a ocasião, como Linda Simensky, responsável pela estruturação dos canais Cartoon Network e Nickelodeon. Ela debaterá com Beth Carmona, ex-diretora da TV Cultura, TV Brasil e do Grupo Discovery da América Latina, sobre os temas da produção voltada para TV atualmente.


O Anima Forum ainda falará sobre o programa ProAnimação – uma espécie de ‘PAC’ do setor, lançado pelo Ministério da Cultura, com várias iniciativas de apoio à produção – e mostrará vários produtores e autores de séries brasileiras que já estão prontas ou em desenvolvimento. Além disso, uma parceria com o programa Brazilian TV Producers vai trazer executivos da TV canadense para conhecer e negociar a compra de produtos nacionais. Parte destas séries estará na sessão especial ‘O que vem para a TV’, em que serão exibidos os pilotos e primeiros episódios de séries em processo de criação por aqui.



Recorde de longas e homenagem a Anelio Latini


Prova de que não somente o mercado brasileiro está aquecido é o número de longas que o Anima Mundi recebe este ano. Depois de passar por edições recentes em que a mostra competitiva foi até suspensa, a atual edição terá a exibição inédita de nove filmes, um recorde na história do evento.


Entre eles, está o divertido ‘Immigrants’, do húngaro Gabor Csupo, produzido pelo estúdio que assinou as primeiras temporadas de ‘Os Simpsons’ e a série "Rugrats". Dois filmes que tematizam a Primeira e a Segunda Guerra também são destaques: ‘The Good Soldier Shweik’, de Roberto Crombie, e o chinês ‘Zhang Ga!’, de Sun Lijun, respectivamente.


A mitologia indiana é retratada em ‘Sita Sings the Blues’, da americana Nina Paley, e o irônico ‘$9,99’, da israelense Talia Rosenthal, conta, em stop motion, a história de um sujeito que pretende gastar menos de dez dólares para entender o sentido da vida. O novo longa infantil de Jacques Rémy, ‘Mia et le migon’ também está na programação.


Já o representante brasileiro, ‘Aventuras de Gui e Estopa’, da paulistana Mariana Caltabiano, será exibido fora de competição.


O festival fará ainda uma homenagem a Anelio Latini, autor do primeiro longa de animação brasileiro, ‘Sinfonia Amazônica’ (1952), com seu irmão Mario Latini. O longa inclui um curioso "making of" de apresentação narrado por Almirante, um dos pioneiros do rádio brasileiro. A sessão festiva, apresentada por Marcia Latini, filha de Mario e sobrinha de Anelio, será complementada por um curta-metragem inédito, feito pelos irmãos quando Anelio tinha apenas 13 anos de idade: ‘Os azares de Lulu’.



Visitas animadas: Michel Ocelot, Mike Cachuela, Priit Pärn e Amid Amidi


No embalo das comemorações do Ano da França no Brasil, o Anima Mundi receberá a visita do francês Michel Ocelot (‘Azur e Asmar’, ‘Kirikou e a Feiticeira’) para um Papo Animado. Considerado um mestre no cinema de animação infantil, ele terá parte de sua premiada produção de curtas exibida na sessão. Assim como na edição passada, todos os filmes infantis foram dublados especialmente para o Anima Mundi.


Outro que terá sua obra lembrada em um encontro com o público é Priit Pärn, animador estoniano que vem mostrar, entre outras coisas, porque seu país se tornou em um pólo de expressiva produção na área. Pärn é conhecido pelo estilo surrealista – cujo traço inspirou uma série de artistas contemporâneos – e pelo humor ácido de filmes como ‘Hotel E’.


Dos Estados Unidos, vem Amid Amidi, animador e pesquisador, dono de um dos blogs mais completos e acessados sobre animação em todo o mundo (www.cartoonmodern.blogsome.com). Seu Papo Animado será baseado no livro ‘Cartoon Modern: Style and Design in Fifties Animation’, em que documenta a produção do estúdio UPA (United Productions of America) na década de 50, antes de influenciar muito da produção que viria a seguir. Amidi é ainda autor de outros dois celebrados livros: ‘The Art of Robots for 20th Century Fox’ e ‘Inside UPA’.


Completa a escalação o também americano Mike Cachuela, artista convidado para ministrar o workshop desta edição. Responsável por desenvolver visualmente a história de filmes como ‘Ratatouille’, ‘Os Incríveis’, ‘Toy Story’, ‘Coraline’ e trabalhar com diretores como Tim Burton, Cachuela dará um workshop intitulado ‘Making your film’.


(por Pedro Neves)


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3 de julho de 2009

Mia Couto – Homenageado no Brasil, afirma que reforma ortográfica não faz sentido

Antes da unificação da grafia da língua portuguesa nos países africanos que falam oficialmente o português, é preciso discutir questões do âmbito social e político, defende o escritor moçambicano Mia Couto para quem a reforma ortográfica não faz sentido.

"Eu não tenho uma posição militante em relação a isso, não dou essa importância. Reconheço que pode haver algumas razões para se fazer uma reforma ortográfica. Eu sou crítico ao discurso que foi feito para justificar o acordo para ficarmos mais próximos, para nos entendermos melhor, isso é mesmo mentira", disse.

Para Mia Couto, os falantes da língua portuguesa já se entendem, "é mentira que tenhamos nos afastado do ponto de vista cultural do conhecimento". E complementa que "nós já nos entendemos, eu sempre li brasileiros sem dificuldade nenhuma".

De acordo com o sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras que está no Rio de Janeiro para o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, o que afasta o mundo lusófono são as "opções políticas e estratégias que as elites desses países têm". Se estas questões não forem discutidas, segundo disse à Lusa o escritor moçambicano, "vamos criar um mal entendido pensando que automaticamente, por uma razão técnica, nós vamos chegar a uma maior proximidade".

Mia Couto diz sentir prazer em ler autores brasileiros com "elementos gráficos diferentes para que essa diversidade esteja presente". E refere não ter "medo de uma língua que tenha diversidades com a tradução de marcas culturais e geográficas, não temos que ter medo disso".

Ele afirma-se resistente ao Acordo Ortográfico que no Brasil vigora desde 1 de Janeiro deste ano. Para o escritor, os países pobres de língua portuguesa precisam "resolver uma série de outras coisas antes (da reforma) que não sei se estão a ser discutidas".

"Entendo que em Portugal este assunto foi tido com muito mais nervos e componentes psicológicos" e contrapôs que em Moçambique, um país com mais de 25 línguas africanas, o português é tido como segunda língua. "As pessoas lá são quase sempre multilíngues, pois falam duas ou três línguas africanas."

Com seu livro recém lançado no Brasil "Antes de nascer o mundo", cujo título em Portugal e em Moçambique é "Jesusalém", Mia Couto considera-se antes de tudo um poeta e diz que o que lhe fascina na prosa é o "poder fazer a criação poética, não só em cima da linguagem, mas em cima da narrativa".

"Para mim a poesia não é só um gênero literário, é uma maneira de eu ver o mundo, de eu sentir o mundo", salientou ao destacar que a literatura ainda pode causar encantamento e criar utopias.

"A literatura pode mostrar o gosto de se poder sonhar e se poder construir outros dias. Não é o escritor que desenha um caminho para a saída, mas ele mostra que há um prazer em encontrar um mundo para além desse", declarou.

Após 16 anos de guerra civil com um saldo de um milhão de mortos, Mia Couto se diz céptico, mas que a literatura pode ajudar a cicatrizar as feridas.

"Eu faço arte, literatura, e sou movido por este desejo de ter um compromisso ético de criar uma sociedade nova em Moçambique, um mundo mais justo com mais verdade", explicou.

Mia Couto é homenageado na abertura de Festival de Teatro no Brasil

O escritor moçambicano Mia Couto foi o homenageado no Festival de Teatro da Língua Portuguesa (Festlip) que decorre até dia 12, no Rio de Janeiro, e leva ao Brasil onze espectáculos teatrais de seis países lusófonos.

"Estamos a consolidar uma parte da cultura de nossa língua portuguesa. O Mia Couto é homenageado pelo que ele representa e pelo incentivo que dá aos grupos de teatro. É uma pessoa que o teatro de língua portuguesa tem se alimentado", afirmou na noite de abertura do festival a idealizadora do evento, a actriz e produtora Tânia Pires.

Esta segunda edição do festival que já integra o calendário cultural carioca reúne 80 profissionais de teatro de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

Cada país será representado por duas companhias, a excepção de Guiné-Bissau, que faz sua estreia no Festlip com montagem do Grupo do Teatro do Oprimido, criado no país pelo recém-falecido dramaturgo Augusto Boal.

Na programação, além da palestra de Mia Couto cujo tema será a "metamorfose da literatura para o teatro", será encenado pelo Grupo Tijac, de Moçambique, o espectáculo "Mar me Quer", baseado na obra de sua autoria.

Mia Couto disse ter tido dúvidas se aceitava o convite para o festival e afirmou ter pensado em declinar e dedicou a homenagem a todos os "heróis fazedores de teatro".

O escritor disse que na reprodução das suas obras literárias para o teatro e para o cinema, há uma "tentação de que aquilo que fizemos pelo menos não morra".

"Significa que há um diálogo entre linguagens diferentes. Transplantar significa exactamente semear no outro terreno e o que vai nascer será uma outra coisa, eu noto que meu trabalho serviu de inspiração, de ponto de partida", afirmou, ao referir que procura não ter a expectativa de que o que está a ser feito possa ser um "prolongamento" de sua obra.

Nascido em Beira, Moçambique, em 1955, Mia Couto é sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras. Além de jornalista, ex-militante político e biólogo, Mia Couto é considerado um dos grandes escritores contemporâneos africanos de literatura de expressão portuguesa.

Entre seus prémios, o moçambicano foi distinguido pelo conjunto da sua obra com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e também recebeu o Prémio União Latina de Literaturas Românicas em 2007.

A expectativa para este ano é de que cerca de 18 mil pessoas circulem pelas eventos culturais e assistam aos espectáculos teatrais, todos com entrada franca.

O segundo Festlip conta com apoio das embaixadas de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal, Instituto Camões, Ministério da Cultura, Fundação Palmares e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

2 de julho de 2009

Noite de benção e de música no Canecão

Tapete vermelho para as estrelas da música brasileira passarem. O Canecão recebeu nesta quarta-feira (01/07) grandes talentos como Maria Alcina, Milton Nascimento, Nelson Sargento e Ana Kruger, da banda gaúcha Delicatessen. No palco, a cerimônia foi comandada por Fernanda Montenegro, Marcello Antony e Aloisio de Abreu.

Patrocinado até o ano passado pela Tim, este ano o Prêmio da Música Brasileira contou com o apoio de vários músicos, artistas e fornecedores. A grande homenageada da edição 2009 foi Clara Nunes, que teve seus sucessos interpretados por Maria Bethânia, Mariana Aydar, Alcione e Arlindo Cruz, dentre outros (com participação mais que especial, é claro, da bateria da Portela).

Foi uma noite pra falar de, ouvir e sentir Clara Nunes e seus orixás... E também foi noite de reconhecimento pra talentos como a cantora Maria Alcina, que declarou: "eu sempre assisti pela TV, morria de vontade de vir - só pra assistir mesmo - e, logo na primeira vez consigo ganhar dois prêmios!". A benção, Clara guerreira!

Confira a lista dos vencedores da noite:

Pop/Rock
Melhor disco: Labiata, Lenine
Melhor cantor: Lenine
Melhor cantora: Paula Toller
Melhor grupo: Bangalafumenga

MPB
Melhor disco: Novas bossas, de Milton Nascimento e Jobim Trio
Melhor cantor: Milton Nascimento
Melhor cantora: Áurea Martins
Melhor grupo: Pedro Luís e a Parede

Eletrônico
Melhor disco: I real, DJ Dolores

Canção
Melhor canção: Uma prova de amor (de Nelson Rufino e Toninho Geraes), Zeca Pagodinho

Revelação
Artista: Zabé da Loca

DVD
Melhor lançamento: Prosqueestãoemcasa, Toni Platão

Língua Estrangeira
Melhor disco: My Baby Just Cares For Me, Delicatessen

Erudito
Melhor disco: Heitor Villa-Lobos n2,3, 10, 12, Orquestra Sinfônica de São Paulo

Infantil
Melhor disco: Carnaval Palavra Cantada, Sandra Peres e Paulo Tatit

Projeto Especial
Melhor disco: Omara Portuondo e Maria Bethânia, Omara Portuondo e Maria Bethânia

Samba
Melhor disco: Uma Prova de Amor, Zeca Pagodinho
Melhor cantor: Zeca Pagodinho
Melhor cantora: Leci Brandão
Melhor grupo: Fundo de quintal

Regional
Melhor disco: Francisco Forró y Frevo, Chico César
Melhor cantor: Chico César
Melhor cantora: Renata Rosa
Melhor grupo: Fim de feira
Melhor dupla: Chitãozinho & Xororó

Instrumental
Melhor disco: Passo de Anjo ao Vivo, Spok Frevo Orquestra
Melhor solista: Hamilton de Holanda
Melhor grupo: Spok Frevo Orquestra

Popular
Melhor disco: Confete e Serpentina, Maria Alcina
Melhor cantor: Zé Renato
Melhor cantora: Maria Alcina
Melhor grupo: Doces Cariocas
Melhor dupla: Zezé di Camargo & Luciano

Arranjador
E a Música de Tom Jobim, Jaques Morelenbaum

Projeto Visual
Francisco Forró y Frevo, Chico César


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1 de julho de 2009

20 anos do Prêmio da Música Brasileira: Salve Clara Nunes!

Música brasileira em festa hoje à noite no Canecão, Rio de Janeiro. Até o ano passado conhecido como Prêmio Tim de Música Brasileira, este ano a equipe não conta com patrocínio – intempéries da crise econômica – mas teve o grande apoio dos músicos e artistas envolvidos, assim como de fornecedores. Também, não é para menos: são 20 edições do Prêmio de Música! Não dava pra parar agora!

A equipe do JazzMan! estará presente na edição deste ano, que homenageará a grande Clara Nunes. Para ter uma idéia da emoção que tomará conta do Canecão, olha quem estará lá:

• Fabiana Cozza com quarteto de cordas de mulheres e um contrabaixo - cantando “Um Ser de Luz”

• Alcione cantando “Sem Companhia”

• Lenine e João Cavalcanti cantando “O Mar Serenou”

• Mariana Aydar e Leandro Sapucahy cantando “Portela na Avenida”

• Arlindo Cruz e Altay Veloso cantando “Mineira”

• Maria Bethânia cantando “Conto de Areia”

• João Bosco e Zélia Duncan cantando “Nação”

• Zeca Pagodinho cantando “Menino Deus”

Para ver a lista de indicados para o prêmio deste ano, clique aqui.


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26 de junho de 2009

QUANDO EU DANÇAVA...



Dizem uns infelizes por aí que é hipocrisia chorar pela morte do Cara.

Coitados. Ele não entenderam nada.

Eu tinha uns óculos paralelos aos joelhos e uma magreza de dar dó, e não sabia muito bem como combinar isso até que ouvi o Michael Jackson.
Era incrível a força daquela música que eu não entendia uma palavra, pois meu inglês ainda tava no girl, boy, cat e dog quando ele me abarrotou de frases inteirinhas que eu não tinha a menor idéia do que diziam. Mas quem queria saber?
Esse negócio de entender letra de música era coisa de adulto, e eu mal saíra do atirei o pau no gato - quer letra mais absurda que essa? -, cruazinha e com o ouvido virgem e puro prá escolher só o que eu gostasse de verdade.
Dele eu gostava!

Com ele eu dançava. (Graças à dança da vassoura, claro. Aquela em que a gente entregava a vassoura prá outra menina que já tinha seu parzinho no salão, enquanto ela ficava com a vassoura e escolhia outra dupla prá separar)

Tocava 'll be there', e eu bem lá - essa é minha tradução. No meio da festa, dançando à dois palmos do chão de tanto êxtase, até chegar a vassoura de novo.

Depois dominei o mundo fácil. Aprendi a andar prá trás e era a melhor da minha área. Nem precisava mais de vassoura. Nem precisava dançar coladinho. E hoje olhando prá trás esse domínio todo não era só meu, mas de todo mundo. Fantasia compartilhada por quem quisesse e tivesse sensibilidade. Todo mundo era meio Michael Jackson.

Lembro de dúzias de meninos com casacos vermelhos. Éramos reis. Éramos os tais. Éramos os caras.

Era um jeito meio Michael Jackson de ser, recusando-se inteiramente a entrar nesse mundo de abusos e dominações adultas.

Era só deixar a música entrar. The Music in Me. E cantar do jeito que a gente entendesse, do jeito que a gente soubesse, do jeito que a gente quisesse. E dançar no meio da rua, no meio de qualquer lugar. Já que o mundo era o palco.
Por isso que os infelizes não alcançam nossa dor. Eles nada têm a perder. Eles não sabem do medo da morte que temos. Medo dessa nossa parte boa, desse NOSSO Michael Jackson lá de dentro desaparecer e a gente nunca mais conseguir dançar de novo.

Eu sou a Soraya Magalhães e vim declarar meu amor.
http://pravariar2.blogspot.com/