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21 de junho de 2008

História e introdução ao Jazz (parte 7)

Storyville

Bom, já faz um bom tempo desde a ultima vez (agente as vezes não consegue controlar os próprios compromissos...), mas na minha última postagem falei sobre New Orleans, a primeira cidade chave na fusão e evolução do gênero ao qual nos debruçamos hoje. Lá foi aprovada uma lei em 1896 que restringia a prostituição a uma área de 38 quarteirões, essa região ficaria conhecida como Storyville.

No começo do século XX Storyville era o bairro boêmio, onde os elementos da cultura local se misturavam e todos se cruzavam, sem distinções de classes. Toda essa concentração de bordeis, saloons, cabarés e casas de jogos atraiu todos os tipos de músicos, desde pianistas de Ragtime, passando por trios de cordas, até as bandas de metais. Era uma zona com criminalidade elevada e o álcool e as drogas "corriam" soltas. Segundo Armstrong, "a escala de valores em Storyville era diferente do que a da boa sociedade branca; Nada tinha de desonroso ser preso".



Storyville foi o principal "laboratório" de criação do estilo que ficou conhecido como Jazz New Orleans. O estilo de Jazz New Orleans se caracteriza por três linhas melódicas que se contraponteiam, executadas por uma corneta (ou trompete), um trombone e uma clarineta. O instrumento líder é a corneta (ou trompete), o trombone orienta o seu contraponto, e a clarineta, ornamenta o toque de ambos com uma ágil condução melódica, os três são apoiados por uma base rítmica, formada pelo contrabaixo ou tuba, as percusões (mais adiante suplantadas pela bateria) e o banjo ou guitarra. Como as primeiras bandas de New Orleans surgiram das bandas de desfile, muito raramente usavam o piano.

No que diz respeito à harmonia, o Jazz New Orleans é geralmente mais simples do que as progressões de ragtime; raramente se usam acordes muito complexos, havia pouca modulação, além do desuso de tons com muitos bemóis e sustenidos. Chama-se de seção ritmica de uma banda ou orquestra a bateria (ou percussões), o piano, o contrabaixo (que substituiu a tuba) e a guitarra (que substituiu o banjo). A música de New Orleans era conhecida como hot (quente), pela sua característica de sonoridade.

Nesta fase New Orleans foi a capital do jazz e sua importância se estendeu até os anos 20. Infelizmente o período criativo deste estilo não viveu a época das gravações. Ele se tornou popular, num sentido mais amplo graças a gravações feitas na década de vinte. E também teve uma fase revivalista nos anos quarenta.

Filme sugerido para melhor compreendimento: New Orleans

Creio que apartir de agora terei um pouco mais de tempo pra retomar a coluna. Pra a próxima postagem já está selecionado o tema "Migração para o Norte" onde falarei do papel de Chicago, os aspectos que proporcionaram o ambiente para que o Jazz se multiplicasse, ganhasse novos adeptos, fãs e criasse força para ganhar todos os USA e depois o mundo.

Então até lá!

tiagotoxa@ig.com.br e Tiago Toxa também no Orkut!

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