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10 de outubro de 2008

Incursão Amazônica: Diário de Bordo II

Jazzman! batendo um dedinho de prosa no Mangal // Foto: Fernanda Melonio

Prezados amigos,

Cá estou de volta com a segunda parte da minha odisséia belenense com a Nanda. Olha, Belém é uma cidade que cansa! Opções não faltam aqui: bons lugares para comer, beber, passear ao léu e se entreter de um modo geral. Sem esquecer do povo de Belém que, apesar de alguns percalços urbanos, está sempre sorridente e hospitaleiro para lhe receber.

Turistão // Foto: Fernanda Melonio

Nestes últimos dias deu para conhecer muitos lugares pelas ruas bacanas e cheias de mangueiras da Grande Belém. Por causa do Círio, as ruas estão todas enfeitadas com imagens e enfeites dedicados a Nossa Senhora de Nazaré. A avenida que leva o nome da Santa – e que faz parte do itinerário da procissão – está lindíssima, parece até que estamos no Natal.

Na última terça-feira fiz um daqueles passeios obrigatórios de Belém: na parte da Cidade Velha, onde fica o marco zero da cidade, a gente se depara com o Complexo Feliz Luzitânia (primeiro nome da cidade), onde é possível ver um pouco da Belém colônia do século XVII / XVIII. Nesse trajeto histórico se destacam o Forte do Presépio, que os portugueses usavam como proteção contra ataques de diversos povos e tribos (sendo que eles mesmos eram os responsáveis pelo massacre destas); o Museu do Encontro, dentro do Forte, que mostra um pouco da história da região amazônica desde a pré-história aos dias de hoje; a exuberante Casa das Onze Janelas; o Museu do Círio, que conta toda a história da festa desde a sua primeira procissão; o Palácio Antônio Lemos, que além de ser sede da prefeitura, abriga o Museu de Arte de Belém; o Palácio Lauro Sodré, que abriga relíquias do tempo em que Belém era conhecida como a Paris N’América; o Museu de Arte Sacra... Vi também a Igreja da Sé (Catedral Metropolitana de Belém), que infelizmente estava fechada para visitação por conta de uma reforma.

Casa das 11 Janelas // Foto: Fernanda Melonio

Forte do Presépio // Foto: Fernanda Melonio

Depois de andarmos muito por lá, demos um pulinho no Mangal das Garças, um parque cheio de opções onde é possível desfrutar de uma bela paisagem, contato direto com os animais e ter acesso ao Farol de Belém para obter uma vista panorâmica da cidade e das águas barrentas da Baía do Guajará. No farol ainda pudemos usufruir do espetáculo mais fascinante de Belém: o pôr do sol, com as suas luzes refletidas na Baía. Lindo!!!

Trapiche do Mangal das Garças visto do Farol de Belém
Foto: Fernanda Melonio

Belém vista do Farol // Foto: Fernanda Melonio

Espetáculo!!! // Foto: Fernanda Melonio

Aves do Mangal // Foto: Fernanda Melonio

Atendendo a indicações dos leitores belenenses do blog (e pedidos da Nanda, que adora o lugar), fui dar uma conferida no charmoso Café da Sol Informática, um point na parte nobre de Belém, onde os clientes podem desfrutar de boa música, comida e ótimo serviço sem pagar muito por isso. Na ocasião, pude tomar um delicioso frozen capuccino e ouvir o pianista Tynnôko Costa transitando em clássicos da música brasileira, como Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi) e Café com Pão (João Donato). Super recomendado!!!

Café da Sol // Foto: Fernanda Melonio

Também tive a oportunidade de conhecer o Parque da Residência, onde me acabei nos sorvetes da Cairu num vagãozinho charmoso de maria fumaça que antes fazia a rota Belém – Bragança. De lá, caminhamos até a Yamada, uma rede paraense de magazines e supermercados onde, para meu supremo espanto, encontrei uma iguaria dificílima de achar no Rio de Janeiro: Kaiser Gold, uma cerveja maravilhosa que não tem nada a ver com a Kaiser tradicional. A Gold tem um sabor encorpado e marcante, e uma coloração peculiar. O pessoal do sul já deve estar familiarizado com esta que foi eleita uma das melhores cervejas do Brasil.

Parque da Residência // Foto: Fernanda Melonio

Ontem foi dia de pegar a estrada e visitar alguns pequenos municípios vizinhos a Belém e um distrito da capital. Em Benfica (mais precisamente, em Murinin), a cerca de uma hora de Belém, há diversas casas com sítios, chácaras e fazendas para desfrutar de contato direto com a natureza. Com muito verde e vida pacata de cidade pequena, Murinin é um ótimo refúgio para os belenenses desfrutarem de sombra e água fresca. Também pude conhecer um pouco da cidade de Benevides, da qual Benfica faz parte, que é um lugar de famílias humildes e muito bonito de se ver. Depois demos a maior volta e fomos ao distrito de Icoaraci (a Vila Sorriso), um refúgio praieiro dos belenenses, onde me deparei com lindas peças de artesanato que são vendidas no local e tive o prazer de desfrutar um peixe frito na beira do rio. Mais tarde em Porto do Sol (no bairro do Jurunas), comprei o famoso pirarucu, mais conhecido como o bacalhau brasileiro. Por fim, visitei a UFPA (Universidade Federal do Pará), onde a Nanda se formou em jornalismo. Ufa! Cansou!

Icoaraci // Foto: Skyscrapercity

Hoje eu estou indeciso. Não sei se vou ao show do Calypso, ou ao Auto do Círio. Dúvida Cruel.

Até a próxima.

Nanda e JazzMan! // Foto: Patrícia Neves

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1 comentários/comente ...:

Selma disse...

Meus Queridos!!
Que bom que vcs estão curtindo a bela cidadde..viajar faz bem pro corpo e pra alma . " O Conhecimento ninguém nos tira, ele nos acompanha até a morte "
Sejam felizes e não se preocupem tá tudo bem!
Beijos
Mami

 
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