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25 de maio de 2009

Entrevista Exclusiva: Carlos Tomati

Por Daniel Argentino e Igor Almeida

Entramos em contato com o guitarrista Carlos Nascimento, mais conhecido como Tomati para solicitar uma entrevista para o Blog Jazz e Rock e, para nossa felicidade ele aceitou. Confira abaixo a conversa na integra, e conheça um pouco mais do seu universo musical, profissional e algumas curiosidades. Não esqueça de deixar o seu comentário !

JR - Como surgiu essa paixão pela música? Como foi o inicio da sua carreira?

Tomati - Comecei tocando de ouvido ainda criança. Batucava na mesa e cantava as músicas com o rádio. Fiz aula de bateria, mas como era um instrumento muito caro, ganhei um violão e continuei acompanhando o rádio.

JR - Quais são as suas influências musicais?

Tomati - Todo mundo me influencia. Depois de 30 anos de profissão não consigo citar nomes, seria injusto com alguém.

JR - Como surgiu o convite para participar do Sexteto e como tem sido essa experiência? De que forma isso contribuiu para sua carreira musical?

Tomati - Dei uma canja fusion no programa, o Jô gostou e queria que ficassem duas guitarras, o Rubinho e eu, mas o Rubinho teve um problema de saúde e não aguentou. Desde então (1998), faço parte dessa turma do Jô Soares (Padrinho), e tenho aprendido muito sobre várias coisas: produção, iluminação, profissionalismo de um modo geral. Trabalhar com o Jô é como estar na faculdade. Além disso, me tornei conhecido no país e no resto do mundo.

JR - Você já falou abertamente sobre sua crença. Musicalmente falando, como vê o cenário musical cristão (nacional e internacional) quanto à qualidade das letras e da técnica?

Tomati - MIGUEL GARCIA. O resto não me interessa, não demonstram interesse pela música. Na minha opinião.

JR - Lord’s Children, seu terceiro álbum solo, tem uma sonoridade sensacional, uma fusão entre o rock, jazz, soul music e o blues. Como “nasceu” esse álbum?

Tomati - Na praia. Fiz as músicas e comecei a gravar. Então surgiu um convidado e depois outro e depois outro... Como considero o músico uma criança com o seu brinquedo predileto, independente de crença, raça etc., chamei o trabalho de Lord's Children.

JR - Você participou da gravação do cd ao vivo “Jô Soares e o Sexteto” Vocês ensaiaram durante quanto tempo antes de realizar os shows? Existe a previsão do Sexteto lançar outro cd?

Tomati - Ensaiamos bastante e fizemos uma tournée fantástica e muito divertida pelo Brasil. Não sei se faremos outro, mas tenho saudade dessa época.

JR - Você conta com algum patrocínio? Alguma marca te “mantém” com cordas, cabos, guitarras, etc.? Se sim, como foi pra conseguir esse tipo de patrocínio?

Tomati - Sou muito exigente com esse tipo de trabalho e acho que o processo no Brasil é muito lento e desatencioso para com o artista. Já trabalhei com grandes marcas nacionais e internacionais. Estou sempre pronto para fazer um bom negócio e sempre retribuo o que me oferecem. Talvez por isso eu não esteja envolvido com muitas empresas nesse sentido. Na maioria das vezes, a qualidade não me satisfaz e não existe uma ajuda financeira, daí, só se o produto for de meu grande interesse. No momento, trabalho com a Roland e tem sido incrível. Também estou desenvolvendo minha guitarra com o luthier Joker, tive minha vídeo-aula digitalizada para DVD pela Aprenda Música e tenho correias da Ibox com minha assinatura.

JR - Recentemente notei que você trocou sua – linda, diga-se de passagem – Fender e está usando outra guitarra. É alguma guitarra signature? Se sim, conte-nos um pouco sobre ela.

Tomati - Enquanto minha guitarra não fica pronta, estou usando uma Samick modelo Indy que foi desenhada por meu grande amigo, Fabio "Índio" Amaral, há muitos anos atrás e minha "linda" Fender. No final de 2008 pude experimentar um protótipo do meu projeto, que está sendo melhorado e deve ficar pronto logo pra eu usar no programa.

JR - Além do Jô, você tem se apresentado com algum grupo, como o Homless Trio?

Tomati - Sim, THT Tomati Homeless Trio, Quarteto e Duo com a cantora Michelle Spinelli no Brasil e USA, e com o Jô e o Sexteto em shows empresariais.

JR - Indo pro lado mais técnico da coisa: o timbre da sua guitarra, seja na TV ou nos discos, é constantemente impecável. Conte-nos um pouco sobre seu set.

Tomati - Duas mãos, um cérebro, dois ouvidos, bons instrumentos, muito estudo e um pouco de bom gosto.

JR - Você tem algum projeto futuro (musicalmente falando)? Já está pensando em lançar um novo álbum solo?

Tomati - Tenho mais três discos prontos para gravar, mas não tenho recursos no momento. Esperava que Lord's Children fosse melhor de vendas para eu dar continuidade, mas não foi tão bem divulgado quando estava nas bancas. Esperava mais. Continuo vendendo discos para isso, aceito encomendas e estou precisando de um webmaster e uma loja virtual para aumentar as vendas.

JR - Estamos iniciando uma nova coluna no blog. É uma cópia descarada (risos) de uma coluna da Cover Guitarra que eu gosto muito.

Indo direto ao ponto:

JR - Pra você, qual é o melhor disco da história?

Tomati - Só vou poder dizer quando EU entrar para a história.

JR - E o pior disco?

Tomati - Idem. Hahahaha.

JR - Qual disco você tem ouvido bastante na última semana?

Tomati - Man in the air (Kurt Elling)

JR - Qual disco você curte, mas tem vergonha de admitir?

Tomati - Nenhum. A vergonha se refere ao que os outros pensam e eu não to nem aí.

JR - Tomati foi uma honra entrevistar você e conhecer um pouco mais sobre seus projetos e sua carreira musical. Nós do Blog Jazz e Rock agradecemos de coração. Abraço.

Tomati - Obrigado pela oportunidade. Foi divertido. Um oxalá pra todos.


Blog Jazz e Rock: http://www.jazzerock.com
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