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12 de junho de 2009

Viva a pluralidade da música contemporânea em Rio das Ostras

Foto: Cezar Fernandes

Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)
direto de Rio das Ostras

O nome do festival todo mundo já sabe. Chama-se Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. De fato, é um festival de jazz e blues, mas a sua proposta é plural e as linguagens musicais que passam aqui são universais, para todos os gostos, conseguindo agradar desde aos mais puristas, àqueles espectadores mais abertos. Prova disso deu-se ontem (11), no segundo dia do festival, onde o público ouviu desde as raízes do blues americano, à música eletrônica, repleta de efeitos, batidas e distorções.

O segundo dia de apresentações começou no palco da lagoa do Iriri com o genial organista brasileiro Ari Borger, que fez um verdadeiro passeio pelas raízes da música americana, transitando nas vertentes mais clássicas, como o blues e o jazz e depois colocando o público para dançar com muito soul e funk, com direito aos grooves faiscantes de seus teclados e os solos arrebatadores de seus músicos, o que lhe rendeu uma ótima interação com o público e aplausos calorosos.

Horas depois, no palco montado na Praia da Tartaruga, o quarteto americano Rudder gerou as reações mais diversas - ou as mais adversas - no público que lotou o local. Quem esperava um show de Jazz, ficou um tanto espantado com um verdadeiro laboratório de experimentações lançado pelo quarteto, que executou de tudo um pouco. Fusion e smooth Jazz, com direito a muito rock/pop, eletrônico e as mais diversas distorções foram as facetas do quarteto. Houve um momento que o show mais parecia uma rave, com aquelas batidas programadas e repetitivas, gerando estranheza de alguns espectadores. No geral, o quarteto agradou e deixou sua marca com uma apresentação espontânea e expressiva.

Mais tarde, no palco montado na Cidade do Jazz, em Costa Azul, O gaitista brasileiro Jefferson Gonçalves fez uma apresentação memorável. Com técnicas apuradas e uma super banda, o gaitista fez uma verdadeira fusão entre o baião nordestino com o blues americano. O público aprovou o resultado dessa fusão, tanto que mesmo com a chuva forte, a maioria permaneceu no espaço para acompanhar Jefferson Gonçalves executar clássicos que iam desde Jackson do Pandeiro a Bob Dylan. A surpresa do show ficou por conta do baixista cearense Michael Pipoquinha, de apenas 13 anos, que Jefferson trouxe exclusivamente para esta apresentação. Apesar da idade, o garoto não se intimidou e deu conta do recado, mostrando que sabe tocar como gente grande, sendo ovacionado pelo público logo em seguida.

O segundo show da noite ficou por conta do grupo Pau Brasil, que é formado por Nelson Ayres (teclados), Paulo Bellinati (violão) Rodolfo Stroeter (baixo), Teco Cardoso (saxofone) e Ricardo Mosca (bateria). O grupo executou clássicos da música brasileira apoiando-se em diversas linguagens, onde mesclavam o jazz com elementos brasileiros, como o samba e o choro. O Jazz americano também teve espaço com o tema Birdland, sucesso do grupo americano Weather Report.

Fechando a noite, o tecladista Jason Miles mostrou porque era um dos nomes mais aguardados deste festival. Acompanhado do trompetista Michael ”Patches” Stewart e do DJ Logic, Miles fez um show tributo ao lendário trompetista Miles Davis e não decepcionou. Mesmo com a chuva que não parava de cair durante a apresentação, Jason Miles hipnotizou o público presente com sua performance frente aos teclados, onde apresentou uma sonoridade rica e vigorosa. Assim como o quarteto Rudder, Jason Miles instaurou um verdadeiro laboratório de experimentações, provando ser um músico inventivo e produtivo, que conseguia em uma única música, oferecer as mais diversas possibilidades de criação. No final, o público foi caloroso com Miles, que com certeza deixou a sua marca registrada na história deste festival. JM.

http://www.riodasostrasjazzeblues.com/pt/index.php


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2 comentários/comente ...:

Sheilameloliver disse...

O festival foi fantático...
Seu blog está ótimo...
bjus

Anônimo disse...

Voce foi ao show? quem tocou sax na banda Pau Brasil foi Mané Silveira e não Teco Cardoso

 
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