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13 de junho de 2009

Noite de amor retrô em Rio das Ostras

Ethan Iverson, do The Bad Plus, em apresentação debaixo de chuva no palco da Lagoa do Iriry
Foto: Cezar Fernandes

Por Fernanda Melonio
Direto de Rio das Ostras


O terceiro dia de festival coincidiu com o Dia dos Namorados e o clima tava bem propício pra romance: tava um friiiiiiiiiiio. Pra esquentar, nada melhor do que um bom vinho, muito jazz, blues e aquele abraço gostoso...

Mas como a gente tá aqui pra trabalhar e manter os leitores informados, vamos pular essa parte e chegar direto aos finalmentes: os shows. Vai dizer que você pensou besteira?


Lagoa do Iriry: The Bad Plus & Wendy Lewis

The Bad Plus é um trio de jazz de Minneapolis formado por Ethan Iverson (piano), Reid Anderson (baixo) e Dave King (bateria). Desde o início, o grupo tem trabalhado para criar identidade específica através da gravação de canções de artistas como The Pixies, David Bowie, Black Sabbath e Nirvana, que foram “BadPlusificadas”. Após o sucesso do álbum Prog (2007), o trio lançou seu primeiro trabalho com vocais (For All I Care), para o qual chamaram Wendy Lewis, cantora veterana da cena indie de Minneapolis, que também se apresentou com o trio no Rio das Ostras Jazz & Blues.

Nem a chuva forte da tarde conseguiu espantar o público. O palco da Lagoa do Iriry estava lotado e aqueles guarda-chuvas ambulantes (era só o que se via na platéia ao invés de cabeças) acompanhavam Wendy Lewis a plenos pulmões (e aplausos) enquanto ela cantava clássicos do rock como Lithium (Nirvana) e Confortably Numb (Pink Floyd). Os músicos voltam a se apresentar hoje, desta vez abrindo a última noite no palco da Cidade do Jazz & Blues, na Costazul.


Praia da Tartaruga: Jason Miles

Acompanhado do trompetista Michael ”Patches” Stewart e do DJ Logic, o tecladista Jason Miles fez um repeteco do show tributo ao trompetista Miles Davis apresentado ontem em Costazul. Assim como na noite anterior, a chuva castigou a platéia, mas não serviu para espantá-la.

Jason Miles tem sido uma figura muito respeitada na cena dos estúdios de Nova York desde os anos 80, como o primeiro programador e tecladista para artistas de alto nível, como Miles Davis, Luther Vandross, Marcus Miller, Whitney Houston, Chaka Khan, Diana Ross, Aretha Franklin, David Sanborn, e Michael Jackson. Dois CDs solos, World Tour (1994) e Mr. X (1995) marcaram o começo da história de Miles como um líder. No entanto, foi a colaboração de Miles com o selo Telarc Jazz, no fim dos anos 90, que causou seu estouro, como produtor, músico de palco e compositor Em 2000, o selo lançou o venerado The Music of Weather Report, um tributo ao inovador e influente grupo de fusion dos anos 70. Em 2001, Miles ganhou um Grammy por sua produção de A Love Affair: The Music of Ivan Lins. Com Marcus Miller Jason Miles fez o CD Miles to Miles: In the Spirit of Miles Davis. Esse CD é uma visão única para explorar qual direção a música de Miles Davis seguiria se ele ainda estivesse vivo.


Costazul, Cidade do Jazz & Blues

O show de abertura da noite foi do Rudder que, tal e qual em sua primeira apresentação na Praia da Tartaruga no dia anterior, abusou da experimentação, mostrando diversas possibilidades sonoras e conceituais para o jazz. A música é vigorosa e acessível, criando uma tomada completamente nova e original na apresentação da banda. Segundo a revista Downbeat, Rudder é a maior revelação de sua geração no cenário do jazz contemporâneo.

Logo depois, a chuva - que resolveu acompanhar o festival durante o dia inteiro - passou e entrou em cena o mestre blueseiro Coco Montoya, que enlouqueceu uma platéia surpreendente: foi o maior índice de tietagem presenciada até agora nesta edição do festival. E quem pensa que eram apenas pessoas mais velhas, havia até adolescente cantando sucessos dos Bluesbreakers junto com o guitarrista, berrando e pulando atrás das palhetas que ele jogou. Coco Montoya se apresentou com Brant Leeper (teclados), Nathan Brown (baixo) e Randy Hayes (bateria).

E quando se pensava que ninguém estaria à altura para encerrar esse show de tirar o fôlego, aparece a brasileira Big Time Orquestra para fazer o público dançar ao som de muito neoswing, estilo musical inspirado no som das big bands dos anos 30 e 40, com forte influência do rock and roll. No Rio das Ostras Jazz & Blues, a big band apresentou o repertório do CD/DVD Ao Vivo no Bourbon Street, um trabalho com a marca da irreverência e da diversão, com músicas autorais e versões para as músicas “Americano” (Brasileiro) e "Just a Gigolo” (Gigolô), além de releituras para sucessos de Ray Charles, Chuck Berry e clássicos do blues, entre outros mestres. As performances foram um show à parte e encantaram a platéia, fechando a noite dos namorados em clima de "amor retrô".


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1 comentários/comente ...:

Salsa disse...

Olá, meu povo,
Passei aqui para ler suas impressões sobre o festival. E a entrevista com Jaon, quando será publicada?
Abraços

 
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