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2 de julho de 2010

Manuscrito: primeiro trabalho solo da Sandy

A cantora Sandy lançou, finalmente, seu primeiro cd solo. Muito aguardado pelos fãs e permeado de muita curiosidade pelos críticos, Manuscrito chegou às lojas há um mês. Já ouvi o cd e posso dizer que gostei bastante. É um disco que você percebe que a pessoa realmente se preparou para ele.

O que se pode ver é um amadurecimento da artista. Os arranjos são muito bem feitos, as letras também perderam um pouco da carga pop, estão mais melodiosas e poéticas. Eu preciso confessar que não esperava me surpreender com esse trabalho. Achava que ela seguiria a fórmula segura que fez dela e do irmão os maiores artistas do pop brasileiro. Mas não seguiu. O cd é todo autoral e Sandy dispensou qualquer grande produtor, chamou o irmão e o marido, Lucas Lima, para produzirem o disco e deixá-lo exatamente do jeito que ela queria! Vi algumas críticas falando que ela não foi ousada nesse sentido, mas acho que foi sim. Imagina um produtor famoso cuidando do disco dela, ela poderia fazer isso, mas quis trazer toda a responsabilidade do trabalho para ela, se saísse bom ou ruim, apenas ela responderia por isso e acho isso bem ousado.

Eu preciso destacar algumas músicas do cd:

- Ela/Ele: uma valsinha deliciosa de ouvir. Um encontro entre duas pessoas que têm a mesma visão de mundo e apenas isso em comum. Eu sorrio sempre que ouço essa música, transmite serenidade, gostei muito.

- Dedilhada: a base lembra um pouco o country americano, dá pra perceber a influência. Gostei do arranjo e, principalmente, do violão dedilhado na música toda.

- Sem Jeito: talvez o melhor arranjo de todo o disco. Diferente, com uma levada um pouco mais pro rock. Uma das minhas preferidas.

- Duras Pedras: gosto da letra dessa música. Não é nada bobinha, pode conter alguns clichês, mas usa muitos paradoxos, gosto de idéias contrárias numa mesma frase.

- Dias Iguais: Linda música, com participação de Nerina Pallot, uma cantora inglesa de voz melodiosa, suave, gostosa de ouvir. Um encontro muito bom para os ouvidos.

O cd, no geral, é muito bom. Fiquei feliz de ver o crescimento artístico da Sandy, afinal, cresci com ela (não necessariamente ouvindo sua música, mas sou apenas dois anos mais nova). Esse é o primeiro e espero que venham outros trabalhos solo tão surpreendentes quanto. Até o timbre, que achava um pouco enjoado antes, mudou. Uma coisa não se pode negar, ela é uma ótima cantora, super afinada (em um dos vídeos de “making of”, ao ter que refazer uma voz na hora da mixagem, o técnico comenta a incrível afinação que ela tem, a consciência das notas) e bem preparada.


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2 comentários/comente ...:

Anônimo disse...

É inegável que ter dinheiro para comprar a crítica faz muita diferenca.

Anônimo disse...

Pelo amor de Deus, Sandy num blog de jazz maravilhoso como esse?! Só pode ser piada! rsrsrsrs

 
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